segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Força tarefa formada por três juízes assume lugar de Patrícia Acioli nesta segunda

CBN

Uma força tarefa formada por três juízes assume nesta segunda-feira a 4ª Vara Criminal de São Gonçalo onde atuava a juíza Patrícia Acioli. Ela foi assassinada com 21 tiros na noite de quinta-feira em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Os magistrados vão fazer um levantamento dos casos que estavam sob a responsabilidade da juíza para avaliar possíveis ligações entre réus dos processos e o assassinato.

Neste domingo, a Associação dos Magistrados Brasileiros pediu uma investigação mais rápida do caso.

Casos de Polícia - Extra Online

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

ONG Rio de Paz fará protesto na noite desta sexta-feira em Icaraí

Rio - A ONG Rio de Paz organizou um protesto para cobrar respostas pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli, que atuava em São Gonçalo. Uma cruz com cinco metros de altura foi fincada no fim da tarde desta sexta-feira na areia da Praia de Icaraí, na altura da Rua Miguel de Frias, em Niterói, com uma faixa onde é possível ler a frase "Quem silenciou a voz da Justiça?".

A entidade está convocando a população para apoiar a manifestação na noite desta sexta-feira: basta levar uma flor, que deverá ser plantada ao redor da cruz, e uma vela para ser acesa assim que escurecer.

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Protesto da ONG Rio de Paz, em Niterói, vai cobrar respostas ao assassinato da juíza Patrícia Acioli | Foto: Divulgação

O DIA ONLINE

Juíza executada na porta de casa em Piratininga é enterrada

Rio - O corpo da juíza Patrícia Lourival Acioli, assassinada na noite de quinta-feira em Piratininga, Região Oceânica de Niterói, foi sepultado por volta das 16h30 desta sexta-feira, no Cemitério do Maruí, no Barreto, também em Niterói.

Emocionados, familiares, parentes e amigos da vítima pediram justiça pelo assassinato da magistrada.

Companheiro de Patrícia, o policial militar Marcelo Poubel, prestou depoimento durante mais de seis horas na Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. De acordo com os policiais, até o momento, mais de 10 pessoas foram ouvidas, entre familiares e vizinhos.

Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

Parentes e amigos compareceram ao sepultamento da juíza, no Cemitério de Maruí | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

O DIA ONLINE

Juíza foi assassinada com 21 tiros, diz delegado

POR VANIA CUNHA

Rio - A juíza Patrícia Acioli, assassinada na noite da última quinta-feira, na Região Oceânica de Niterói, foi atingida por 21 tiros, a maioria na cabeça e no tórax, de acordo com declaração do delegado da Divisão de Homicídios, Felipe Ettore.

"Ela foi executada em uma emboscada", disse Ettore.

O delegado afirmou que a hipótese de crime passional já está praticamente descartada. Ettore também informou que as investigações continuarão a ser conduzidas pela Delegacia de Homicídios, que destacou 60% de seu efetivo para esclarecer as causas da morte da juíza. No entanto, não está descartada a possibilidade da participação da Polícia Federal nas investigações já que este, segundo ele, é um "crime contra o Estado".

Companheiro de Patrícia, o policial militar Marcelo Poubel, prestou depoimento durante mais de seis horas na Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. De acordo com os policiais, até o momento, mais de 10 pessoas foram ouvidas, entre familiares e vizinhos.

Juíza linha dura

Segundo o primo, o jornalista Humberto Nascimento, a juíza tinha o perfil "linha dura". "Ela era considerada 'martelo pesado' como se chama. Sempre com condenações em pena máxima. Condenou gente ligada a máfia do óleo, máfia das vans, milícia de São Gonçalo que estava crescendo absurdamente, policiais envolvidos com desvio, corrupção e tráfico de drogas. Há cerca de três, quatro anos, ela teve a segurança retirada por ordem do presidente do Tribunal de Justiça do Rio da época", afirmou Nascimento, se referindo ao atual presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), Luiz Zveiter.

Patrícia Acioli tinha 47 anos e era conhecida por seu rigor contra grupos de extermínios formados por PMs | Foto: Reprodução Internet

Ainda segundo ele, a prima sempre recebeu ameaças de todo tipo de criminosos, grupos de extermínio e traficantes que atuam em São Gonçalo, Região Metropolitana. As últimas, porém, eram relativas a milícias que atuam no município. De acordo com Humberto, a juíza participaria na próxima semana de um julgamento importante envolvendo milicianos.

Patrícia Acioli foi a responsável pela prisão de quatro cabos da Polícia Militar e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de extermínio no município de São Gonçalo. A quadrilha sequestrava e matava traficantes para depois pedir resgates de R$ 5 mil a R$ 30 mil a comparsas e parentes das vítimas.

A magistrada também decretou em janeiro deste ano a prisão preventiva de seis policiais acusados de forjar auto de resistência na cidade. No início da semana, Patrícia Acioli condenou a um ano e quatro meses de prisão, por homicídio culposo, o tenente da PM Carlos Henrique Figueiredo Pereira, 32, pela morte do estudante Oldemar Pablo Escola de Faria, na época com 17 anos. Ele foi baleado na cabeça na boate Aldeia Velha, no bairro Zé Garoto, em São Gonçalo, em setembro de 2008.

O crime

Segundo testemunhas, o ataque foi feito por homens encapuzados em duas motos e dois carros, por volta das 23h30 desta quinta-feira. Pelo menos 16 tiros de pistolas calibres 40 e 45 foram disparados contra o Fiat Idea Weekend cinza, quando a magistrada chegava em casa. Todos atingiram do lado da motorista, sendo oito diretamente o vidro.

As balas atingiram principalmente a cabeça e tórax da vítima. Imagens do sistema de segurança da região estão sendo analisadas pela Delegacia de Homicídios (DH) do Rio, que assumiu o caso. O enterro da juíza foi marcado para as 16h30 no Cemitério Maruí Grande, no Barreto, em Niterói.

Foto: Severino Silva / Agência O Dia

Ao menos 16 tiros foram disparados na direção do carro da juíza | Foto: Severino Silva / Agência O Dia

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Nome de juíza estava em 'lista negra' de grupo de extermínio com mais 11 pessoas

Rio - Considerada uma das juízas mais importantes do Estado, Patrícia Lourival Acioli estava numa 'lista negra' com 12 nomes marcados para morrer encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro deste ano em Guarapari (ES).

Ele é considerado chefe do grupo de extermínio investigado por pelo menos 15 mortes em São Gonçalo nos últimos três anos. A magistrada foi assassinada nesta quinta, na porta de casa, no bairro de Piratininga, Região Oceânica de Niterói.

Juíza linha dura

Segundo o primo da juíza, ela era considerada "linha dura". "Ela era considerada 'martelo pesado' como se chama. Sempre com condenações em pena máxima. Ela condenou gente ligada a máfia do óleo, máfia das vans, milícia de São Gonçalo que estava crecendo absurdamente, policiais envolvidos com desvio, corrupção e tráfico de drogas.

Há cerca de três  quatro anos, ela teve a segurança retirada por ordem do presidente do Tribunal de Justiça do Rio da época", afirmou Nascimento, se referindo ao atual presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), Luiz Sveiter.

Conhecida pelo seu rigor contra grupos de extermínios formados por PMs, Patrícia Acioli tinha 47 anos | Foto: Reprodução Internet

Ainda segundo ele, a prima sempre recebeu ameaças de pessoas envolvidas com máfias, grupos de extermínio e traficantes que atuam em São Gonçalo, Região Metropolitana. As últimas, porém, eram relativas a milícias que atuam no município. De acordo com Humberto, a juíza participaria na próxima semana de um julgamento importante envolvendo milicianos.

Patrícia Acioli foi a responsável pela prisão de quatro cabos da Polícia Militar e uma mulher, em setembro de 2010, acusados de integrar um grupo de extermínio no município de São Gonçalo. A quadrilha sequestrava e matava traficantes para depois pedir resgates de R$ 5 mil a R$ 30 mil a comparsas e parentes das vítimas.

Ela também decretou, em janeiro deste ano, a prisão preventiva de seis policiais acusados de forjar auto de resistência na cidade. No início da semana, Patrícia Acioli condenou a um ano e quatro meses de prisão, por homicídio culposo, o tenente da PM Carlos Henrique Figueiredo Pereira, 32, pela morte do estudante Oldemar Pablo Escola de Faria, na época com 17 anos. Ele foi baleado na cabeça na boate Aldeia Velha, no bairro Zé Garto, em São Gonçalo, em setembro de 2008.

O crime

Segundo testemunhas, o ataque foi feito por homens encapuzados em duas motos e dois carros, por volta das 23h30 desta quinta-feira. Pelo menos 16 tiros de pistolas calibres 40 e 45 foram disparados contra o Fiat Idea Weekend cinza da magistrada quando ela chegava em casa. Todos atingiram do lado da motorista, sendo oito diretamente o vidro.

As balas atingiram principalmente a cabeça e tórax da magistrada. Ele não andava com seguranças. Imagens do sistema de segurança da região estão sendo analisadas pela Delegacia de Homicídios (DH) do Rio, que assumiu o caso. O enterro da juíza está marcado para as 16h30 no Cemitério Maruí Grande, no Barreto, em Niterói.

O DIA ONLINE

Horas antes de ser assassinada, juíza Patrícia Acioli decretou a prisão preventiva de dois PMs

Ana Carolina Torres

Horas antes de ser assassinada com pelo menos dez tiros na porta de casa, na localidade Timbau, em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, a juíza Patrícia Acioli decretou a prisão preventiva de dois policiais militares do 7º BPM (Alcântara). Carlos Adílio Maciel e Sammy dos Santos Quintanilha são acusados de forjar um auto de resistência, ocorrido no dia 5 de junho deste ano, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

O carro da juíza, na Divisão de Homicídios Foto: Bruno Gonzalez / Extra

Na ocasião, os PMs - e outros nove colegas de farda - faziam uma operação na comunidade. Diego da Conceição de Beline, de 18 anos, foi baleado e morreu.

Os PMs alegaram que o jovem trocara tiros com eles e apresentaram na 74ª DP (Alcântara) uma pistola Colt calibre 45, um carregador e duas balas, alegando ter apreendido o material com Diego.

Logo depois da morte, as investigações foram passadas para a 72ª DP (Mutuá) e as diligências apontaram que Diego, na verdade, teria sido executado pelos PMs.

Em seu despacho, Patrícia Acioli assinalou que o policial Carlos Adílio se denominava Jesus, segundo depoimento de testemunhas. Ela ainda disse que ele responde a outro processo por homicídio.

Casos de Polícia - Extra Online

Patricia Acioli, juíza linha-dura com grupos de extermínio de São Gonçalo, é morta na porta de casa

Extra Online

A juíza Patricia Acioli, da 4ª Vara Criminal, de São Gonçalo, foi assassinada no início da madrugada desta sexta-feira, com mais de 10 tiros, quando chegava em casa, em Piratininga, Niterói. Segundo testemunhas, dois homens numa moto efetuaram os disparos antes mesmo que ela saísse do carro.

Parentes choram ao lado do carro da juíza Patrícia Acioli, atingido por mais de 10 tiros Foto: Pedro Kirilos

Patricia Acioli, de 44 anos, era conhecida por uma atuação dura contra a ação de grupos de extermínio na região. Policiais do 7º BPM (São Gonçalo) denunciados por homicídio em casos que foram registrados, inicialmente, como autos de resistência, seriam julgados pela juíza, que era titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo desde 1999.

Juíza Patricia Acioli

Juíza Patricia Acioli Foto: Reprodução de internet

Ela era a única que julgava processos de homicídio — e crimes correlatos — na cidade. Conhecida pelo rigor na hora de inquirir os réus e por dar celeridade aos processos, ela considera o crime cometido por um policial durante o serviço mais grave que o praticado por um cidadão comum.

Recentemente, ela havia prendido quatro milicianos do bairro Luiz Caçador — responsáveis por mais de cem homicídios — e outros sete do bairro Engenho Pequeno. Além disso, mandou prender Luiz Anderson de Azeredo Coutinho, tido como o maior bicheiro de São Gonçalo.

Marcada para morrer

Em janeiro deste ano, agentes da 72ª DP (Mutuá), em Guarapari, no Espírito Santo, prenderam Wanderson Silva Tavares, o Gordinho ou Tenente, de 34 anos, apontado como chefe de um grupo de extermínio, formado por policais civis e militares, e investigado por, pelo menos, 16 mortes em São Gonçalo. Com ele, foi apreendida uma "lista negra" com 12 nomes de pessoas marcadas para morrer, entre eles estava o nome de Patricia Acioli.

Parentes da juíza Patricia Acioli se desesperam com o crime brutal

Parentes da juíza Patricia Acioli se desesperam com o crime brutal Foto: Pedro Kirilos

Além da juíza, faziam parte da lista o promotor Paulo Roberto Mello Cunha, do Tribunal do Júri do município; três policiais do Núcleo de Homicídios da 72ª DP (Mutuá); o delegado Geraldo Assed; além de testemunhas dos crimes, entre elas a mãe de uma das vítimas, e até mesmo os próprios integrantes do grupo de extermínio que o apontaram como sendo líder do bando.

Patricia Acioli dizia não ter medo de morrer. — Quem quer fazer algo vai e faz, não fica ameaçando. Ninguém morre antes da hora — declarou em uma entrevista a "O Globo".

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