Jason Vogel
Otmar Walter Essig era um orgulhoso concessionário Volks desde 1974. Localizada em Estrela, cidade de 30 mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul, a Comercial Gaúcha atendia à clientela do Vale do Taquari.
![]()
A alegria do comerciante, porém, terminou em 2002, quando a Volkswagen do Brasil resolveu rescindir o contrato, já que a loja não alcançaria a nova meta mensal de vendas exigida pela marca. Seu Essig teve que demitir todos os funcionários e fechar as portas.
Foto: / Reginaldo de Campinas
Hoje viúvo e com 79 anos, ele continua a ir à loja todos os dias dirigindo um SP-2. Mas é só para manter a rotina e receber os amigos. A Comercial Gaúcha virou uma cápsula do tempo: tem estoque de carros 0km e usados, além de peças e oficina. Tudo deixado exatamente como estava na época do fechamento.
A história veio à tona quando Reginaldo Ricardo Gonçalves — mais conhecido como Reginaldo de Campinas — publicou as fotos em seu site dedicado à venda de automóveis antigos com pouca quilometragem.
Mas nem pense em tentar comprar Fusca ou Quantum zero-quilômetro por lá: raramente Seu Essig topa vender alguma coisa.
Foto: / Reginaldo de Campinas
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Concessionária da Volkswagen no Rio Grande está intacta há 11 anos
Impedidos de entrar em hospital, familiares invadem unidade e encontram idosa morta
Geraldo Ribeiro
Após passarem um dia de angústia e falta de informações, familiares de uma idosa internada no Hospital Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, invadiram a unidade, na noite deste domingo, e encontraram a mulher morta. A aposentada Maria José Batista, de 82 anos, havia sido internada na madrugada de domingo, por volta das 5h40, e a partir de então sua família foi afastada e não teve mais informações. Às 21h, sem notícias da idosa e impedidos por funcionários de vê-la, seus parentes entraram à força no local.
Maria Jose batista morreu no Hospital Pedro II, em Santa Cruz Foto: Thiago Lontra / Extra
Fui de leito em leito procurando minha avó. Um maqueiro, vendo minha situação, me perguntou o nome dela e me disse que ela havia falecido - contou Gracieth dos Santos, neta de Maria José.
Familiares encontram corpo de idosa morta dentro do Hospital Foto: JAdson Marques / Agência O Globo
Maria José foi internada na madrugada de domingo, após sentir um cansaço em casa. Ela foi diagnosticada com um problema no coração e aguardava para fazer exame de sangue. Os familiares precisaram sair do hospital pois não podiam acompanhar o procedimento.
Todos os outros parentes de pacientes foram informados que só poderiam entrar no hospital às 15h, no horário de visita. Entretanto, sem mais explicações, a visita não ocorreu. Sem informações dos motivos do cancelamento, e sem notícias da senhora, eles invadiram o hospital por volta das 21h. Outras pessoas também invadiram o hospital para exigir informações de seus familiares.
Parentes invadem Hospital Pedro II Foto: Jadson Marques / Agência O Globo
Outros pacientes também denunciaram à reportagem, revoltados, que mais pessoas haviam morrido no hospital. A unidade, no entanto, não confirmou as mortes.
O Hospital Municipal Pedro II divulgou uma nota afirmando que houve uma "falha de comunicação" no caso da aposentada Maria José Baptista. Leia o comunicado na íntegra, a seguir:
"A direção do Hospital Municipal Pedro II informa que Maria José Baptista deu entrada na unidade dia 11 de agosto, com queixa de dor torácica há dois dias e falta de ar. A paciente apresentava pico hipertensivo, arritmia cardíaca e infarto agudo do miocárdio. Permaneceu monitorada com suporte clínico avançado, mas não resistiu devido à gravidade do caso. A direção esclarece que a paciente recebeu a assistência necessária e lamenta a falha de comunicação ocorrida, garantindo que tomará as providências necessárias para que fatos como esse não se repitam. A direção está à disposição dos familiares para prestar mais informações sobre o atendimento
Seis policiais militares são acusados de participação no desvio de 1,3 milhão de litros de gasolina
Carolina Heringer
Seis policiais militares - quatro deles lotados no 16º BPM (Olaria), um integrante do 3º Comando de Policiamento de Área (CPA) e outro membro do Comando de Operações Especiais (COE) - foram acusados num Inquérito Policial Militar de participar do desvio de 1,3 milhão de litros de gasolina no 16º BPM, por pelo menos um ano. No grupo, há oficiais. O resultado da investigação foi publicado no boletim interno da PM.
De acordo com o relatório, os pedidos de combustível eram feitos quase diariamente. Às vezes, a quantidade solicitada ultrapassava os 15 mil litros de capacidade de armazenamento do tanque do 16º BPM. Para aumentar o valor da fraude, notas fiscais de outros batalhões eram lançadas no livro da unidade.“Comprova-se o desvio com a total discrepância entre a quantidade de gasolina que entrava no tanque do 16º BPM e a quantidade de gasolina gasta no período”, afirma o documento.
Segundo as investigações, o sargento Daniel Azevedo Moura Ramos fazia os pedidos de gasolina à Subseção da Diretoria de Logística, responsável pelo controle de combustíveis da PM. Quanto aos outros cinco acusados, não há provas de que atuavam diretamente no esquema, mas, segundo a investigação, eles foram, no mínimo, coniventes.
Para que as solicitações do sargento Daniel fossem aceitas, era preciso ter a assinatura do tenente Cesar Augusto Chaves Machado, Oficial Chefe de Manutenção do 16º BPM. O subtenente Arthur Buarque Caetano, também lotado na unidade, atestava o recebimento da gasolina e lançava as notas fiscais num livro. As informações eram levadas à P4 do 16º BPM (setor responsável pela logística do batalhão), onde eram aprovadas pelos majores Rafael Pereira Freire, do COE, e Emerson José dos Santos, do 16º BPM.
O sexto citado é o do major Flávio dos Santos Cardozo, chefe da Subseção da Diretoria de Logística do 3º CPA. Um sargento disse ter relatado as fraudes ao oficial, sem que providências fossem tomadas.
Indícios de crime militar
O relatório da PM concluiu que há indícios de que o sargento Daniele cometeu crime militar por extravio de combustível. No relatório, é apontado ainda que o PM tem bens que são incompatíveis com a sua renda. Em relação ao tenente Augusto e o subtenente Arthur, também há sinais de prática do mesmo delito, mas de forma culposa (sem intenção). Os majores Emerson, Flávio e Rafael, segundo o documento, também incorreram em crime militar por não terem percebido a fraude.
A PM afirmou que não teria como informar, no fim de semana, o que acontecerá com os policiais. Procurado, o sargento Daniel disse que se pronunciaria somente após falar com seu advogado. Os outros PMs não foram localizados.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Manifestantes soltam fogos em cavalos e polícia devolve com bombas
Quatro pessoas causaram tumulto em frente à Prefeitura. Ainda não há informações sobre feridos
Adriana Cruz e Constança Rezende
Rio - Quatro pessoas que participam da manifestação pela melhoria do transporte público na cidade causaram tumulto na frente da sede da Prefeitura, no Centro do Rio, na noite desta quinta-feira. Eles soltaram fogos de artifício em direção aos cavalos do Batalhão de Choque (BPChq), uma das forças de segurança que patrulham a sede do governo municipal.
Os PMs reagiram com bombas de efeito moral, spray de pimenta e bombas de gás. Ainda não há informações sobre feridos ou detidos.
Estimativa inicial é de 300 mil
A manifestação por melhorias nos transportes públicos, além de fiscalização dos contratos com as empresas, reúne aproximadamente 300 mil pessoas no Centro do Rio na noite desta quinta-feira. A contagem foi realizada pelo especialista Moacyr Duarte, da Coppe / UFRJ.
Com objetivo de organizar os manifestantes durante a passeata, o Movimento Passe Livre usará pelo menos quatro carros de som. Dois deles são da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do diretório estudantil da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Os outros veículos serão cedidos por entidades dos sindicatos e associações.
"Eles vão nos ajudar na organização. De cima, vamos poder ver as brigas e avisar a polícia o local certo", explica o integrante do MPL, o professor de História, Gabriel Siqueira, de 24 anos.
Sobre a mobilização de vários partidos políticos criarem grupos durante a manifestação desta quinta, Gabriel diz que a orientação é não partir para violência. Na quarta, durante a manifestação em Niterói, apartidários e representantes do Pstu e Psol brigaram várias vezes. "Não existe divisão do movimento. Ele é apartidário e não antipartidário", completa Gabriel.
O Partido dos Trabalhadores (PT) organizou também para esta quinta, um ato em apoio à presidenta Dilma, no mesmo local e hora do MPL. A mobilização foi organizada através das redes sociais com o nome Onda Vermelha.
Violência de grupo destoa
Uma cena de violência extrema chocou manifestantes que estão na Prefeitura: um rapaz foi violentamente agredido por grupo de vândalos, só porque ele carregava bandeira do PSTU. A vítima levou socos e chutes e chegou a cair. Em seguida, ele conseguiu se levantar e sumiu na multidão.
Ativistas se concentram na Candelária e segurança é reforçada no Maracanã
Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Segundo manifestantes, os agressores - que usam máscaras do grupo Anonymous -, estavam praticando pequenos furtos, hostilizando representantes de partidos e a imprensa. Eles foram repreendidos pelos integrantes do protesto e fugiram, temendo reação da polícia.
Interdições
A circulação de veículos está proibida nas seguintes vias: Rua Prof. Eurico Rabelo; Rua Visconde de Itamarati; Rua Isidro de Figueiredo; Rua Artur Menezes; Rua Conselheiro Olegário. Quatro horas do jogo as seguintes vias serão fechadas: Av. Radial Oeste (Av. Pres. Castelo Branco) sentido Centro; Av. Maracanã em ambos os sentidos, no trecho próximo ao Maracanã; Viaduto Oduvaldo Cozzi; Viaduto de São Cristóvão; Av. Prof. Manoel de Abreu em ambos os sentidos, no trecho próximo ao Maracanã; Rua Mata Machado; Radialista Waldir Amaral.
domingo, 16 de junho de 2013
Alemanha e Irlanda têm manifestações de apoio aos protestos no Rio e em SP
Brasileiros que vivem em Berlim e Dublin vão às ruas. Outras cidades da Europa e do Canadá planejam atos semelhantes
Christina Nascimento
Manifestação em Berlim
Foto: Agência O Dia
Irlanda - Jovens brasileiros que vivem em Dublin, na Irlanda, fizeram um protesto em sinal de respeito aos recentes atos públicos no Rio, em São Paulo e outras cidades contra o aumento da tarifa dos ônibus. Os manifestantes também afirmam que estão protestando contra a corrupção no Brasil. Italianos, coreanos e jovens de várias nacionalidades também participaram do ato, que teve início às 13h (9h no horário de Brasília), em frente ao monumento Spire, em Dublin.
A mobilização fora do Brasil conta com protestos em pelo menos 27 cidades, entre elas: Paris, na França; Toronto, no Canadá; Londres, na Inglaterra; e Den Haag, na Holanda. Em Coimbra, Portugal, por exemplo, o movimento com a presença de estudantes brasileiros está previsto para a próxima terça-feira.
O grupo formado em Nova York, nos EUA, criou a página ‘Em apoio ao Movimento Brasileiro — Violência Não’, e se surpreendeu ao ver a confirmação de mil pessoas no ato pré-agendado para terça-feira. “A intenção dos organizadores era manifestação com 15 pessoas. Não tínhamos ideia de que chegaria a esse ponto”, diz recado na página. O movimento ‘Democracia não tem Fronteiras’, de Barcelona, na Espanha, se reuniu ontem para definir como será a atuação em apoio aos brasileiros.
Manifestação em Dublin em apoio aos protestos no Rio e em SP
Foto: Agência O Dia
Centro do Rio terá mais protestos na segunda-feira
Nesta segunda-feira, o Centro do Rio deverá voltar a parar, como aconteceu quinta-feira. Está marcado para as 17h, na Cinelândia, o quinto protesto de estudantes por causa do aumento da passagem de ônibus na cidade, que subiu de R$ 2,75 para R$ 2,95.
Na página do movimento na internet, cerca de 22 mil pessoas, até ontem, tinham confirmado presença. Hoje, o ato ganha apoio em outros países, como Alemanha e Irlanda, que terão protestos em solidariedade aos grupos de São Paulo e Rio de Janeiro.
Manifestantes fazem acordo com a PM e deixam a Quinta da Boa Vista
Líderes do protesto aceitam não interditar vias próximas ao Maracanã e PM se compromete a não reprimir os ativistas
Christina Nascimento
Rio - Cerca de 200 manifestantes deixaram a Quinta da Boa Vista por volta das 17h em direção ao Maracanã, onde foi realizado o jogo México x Itália pela Copa das Confederações. Depois do confronto em que a PMs do Batalhão de Choque lançaram bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral contra os manifestantes na Quinta da Boa Vista, assustando famílias e crianças que estavam no local e interditando a Avenida Bartolomeu Gusmão, foi firmado um acordo.
A polícia se comprometeu a não reprimir o protesto caso os manifestantes aceitassem não interromper o trânsito nas imediações do Maracanã. Os manifestantes deixaram a Quinta da Boa Vista com os braços erguidos, como se tivessem sido rendidos.
Manifestantes protestaram contra aumento das passagens perto do Maracanã
Foto: Estefan Radovicz / Agência O Dia
Segundo testemunhas, bombas de efeito moral chegaram a ser jogadas dentro da Quinta da Boa Vista. O fotógrafo freelancer Luís Fernando Lima foi ferido por um disparo de bala de borracha.
Ato no Maracanã
Manifestantes começaram um protesto pelo aumento do custo de vida nas cidades sede da Copa das Confederações, em frente ao metrô de São Cristóvão, próximo ao Maracanã, por volta das 15h deste domingo. A partir das 15h30 a estação de São Cristóvão foi fechada por precaução.
Vídeo: Tumulto e bombas na Quinta da Boa Vista
Os manifestantes negociaram acesso ao Maracanã com os policiais. Como não conseguiram, os ativistas subiram a rampa do viaduto Oduvaldo Cozzi e continuaram tentando tentando chegar ao estádio.
Além da Polícia Militar, homens da Força Nacional também reforçavam o cordão de isolamento. Bombas de gás lacrimogênio e efeito moral foram lançadas contra os manifestantes, que dispersaram.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Incêndio atinge empresa de combustível em Duque de Caxias
Marco Aurélio Lisan com Extra e Globo News
RIO - Morreu na tarde desta quinta-feira um homem que ficou ferido durante o incêndio de que atingiu um depósito de combustível da Petrogold, em Duque de Caxias. De acordo com a prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Gelson da Silva Ferreira, 43 anos, era funcionário da empresa e foi socorrido antes da chegada dos bombeiros. Ele foi levado para Hospital estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, mas não resistiu aos ferimentos.
O incêndio de grandes proporções atinge o depósito da transportadora desde o fim da manhã desta quinta-feira. O local fica numa área residencial, na Rua Geraldo Rocha, número 298, na localidade de Jardim Primavera. Pelo menos sete tanques foram consumidos pelas chamas, que também atingiram algumas casas próximas. Bombeiros do Grupamento Operacional com Produtos Perigosos e de outros quatro quartéis foram acionados, por volta das 10h55m, isolaram a área e retiraram os moradores. Um bombeiro que combatia as chamas passou mal e foi atendido em uma ambulância. O fogo de pelo menos quatro tanques já foi controlado.
Devido ao risco de novas explosões, a Defesa Civil decidiu aumentar a área de isolamento na região onde fica a transportadora. Segundo o tenente coronel Gil Kempers, diretor do Centro estadual de Desastres, há ainda o risco de explosão dos outros três tonéis.
— O risco maior é o gás que esse tonel gera, não propriamente o combustível. Estamos aumentando a área de isolamento para garantir a segurança da população — afirmou Kempers, que disse ainda que a área de isolamento passou de quatro para cinco quarteirões.
Mais cedo, em nota, a direção do Hospital Adão Pereira Nunes informou que foi montado um plano de contingência para atendimento a possíveis vítimas do incêndio. A unidade não foi esvaziada, e os pacientes já internados permanecem onde estão. O hospital, no entanto, pede ainda que "pessoas que não estejam envolvidas no incêndio que atinge o depósito de combustível" evitem se dirigir ao hospital.
— Nossas equipes do Corpo de Bombeiros estão fazendo um trabalho muito cuidadoso de resfriamento no entorno do incêndio. O trabalho da Defesa Civil, junto com o Corpo de Bombeiros, é isolar a área — explicou Jerry Pires, subsecretário de Defesa Civil de Duque de Caxias.
O governador Sérgio Cabral, que participou da abertura de uma exposição no Centro do Rio, afirmou que também está acompanhando os trabalhos dos bombeiros para controlar o incêndio:
- Todo o contingente está lá trabalhando, me mantendo informado e oxalá a gente consiga debelar o mais rápido possível. Nossa equipe está lá, o Corpo de Bombeiros, presente. Já há unidade lá e reforçamos. Estamos acompanhando.
Testemunhas contaram que era possível ouvir barulhos das explosões. Muitos moradores deixaram suas casas abertas e saíram apenas com a roupa do corpo. Alguns conseguiram salvar os animais de estimação. Segundo o morador Dario Ferreira, de 56 anos, o incêndio ocorreu por volta das 10h e todos começaram a correr de suas casas, provocando um tumulto na região. Ele conta que teve tempo apenas para sair e socorrer a mulher, deixando a casa aberta.
— Nesta hora não podemos pensar em bens materiais, o mais importante é a vida — contou ele, apreensivo ao lado da mulher.
Os moradores que foram retirados de suas casas se aglomeram às margens da rodovia aguardando informações sobre seus imóveis.
— Minha mãe está com 80 anos e acabou de perder o marido. Não sei se ela aguentaria perder a casa também. Até agora não sabemos o que foi atingido — conta o pedreiro Edimar Nunes, de 54 anos, que mora em um imóvel ao lado da distribuidora.
Por medida de segurança, alunos da Escola municipal Anton Dworsak, que fica na Rua Geraldo Rocha sem número, próximo ao depósito da transportadora, foram liberados. A Secretaria municipal de Educação de Duque de Caxias está apurando o caso.
A vice-diretora da escola Anton Dworsak, Celia Loureiro, afirmou que poucas pessoas estavam na escola devido a uma greve e, por isso, a unidade foi esvaziada rapidamente. Apenas alguns funcionários e 12 alunos precisaram correr do local.
— A sorte foi que devido ao início da paralisação, a escola estava vazia, foi fácil retirar todo mundo e estamos todos bem. Meu carro ficou abandonado, ainda aberto, lá dentro — explica.
Bombeiros tentam controlar chamas em incêndio de grandes proporções em Duque de Caxias Foto: AlexandroAuler / Agência O Globo
Depósito irregular
A Transportadora Petrogold já foi embargada por irregularidade pela Polícia Federal. De acordo com informações do coronel José Maurício Padrone, coordenador de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca) da Secretaria estadual do Ambiente, a empresa - que fica em em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense - foi autuada em 2012 por crime de poluição. Na ocasião, cerca de 500 mil litros de combustível foram apreendidos, dois caminhões foram lacrados e uma pessoa presa. De acordo com o coronel, o álcool anidro era utilizado para adulterar combustível.
— Isso é um absurdo. Qualquer morador que tenha alguma denúncia sobre casos como esse podem denunciar. Eu me comprometo a fiscalizar em 24 horas. O que eu posso garantir é que essas bombas-relógio vão ser desmontadas. É inadmissível uma empresa desse porte em uma área residencial — disse o prefeito de Duque de Caixas, Alexandre Cardoso, que afirmou ainda que montou um gabinete de crise para lidar com a situação.
Em entrevista à Globonews TV, o o secretário estadual do Ambiente Carlos Minc, afirmou que a Petrogold funcionava através de liminares obtidas na Justiça e de uma licença municipal. O secretário esclarece que uma empresa desse porte só pode operar com licença do estado. A Petrogold tinha uma licença estadual antiga e que não foi renovada pelo Inea. No entanto, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que é regular a situação da empresa Petrogold. Segundo a agência, a transportadora está legalizada, com documentação em dia e em ordem, e várias ações de fiscalização foram realizadas no local. O histórico de multas, eventualmente aplicadas aos donos da Petrogold, está sendo rastreado pela ANP.