terça-feira, 19 de julho de 2011

"Se dependesse da TV Globo, eu estaria morta", diz colega de Tim Lopes

Cristina Guimarães revela que já havia alertado a emissora sobre os riscos antes de o jornalista ser assassinado

Jornal do Brasil
Maria Luisa de Melo

“Se dependesse da TV Globo, eu estaria morta”. A declaração da jornalista Cristina Guimarães – vencedora do Prêmio Esso em 2001, junto com Tim Lopes, pela série ‘Feira das drogas’ – promete causar polêmica e agitar os bastidores do caso que ficou conhecido em todo o país. De volta ao Brasil após passar oito anos se escondendo de traficantes da Rocinha, que ameaçavam matá-la depois de reportagem veiculada no Jornal Nacional, ela conta em livro como a TV Globo lhe virou as costas e garante que o jornalista poderia estar vivo se a emissora tivesse dado atenção às ameaças recebidas. 

De acordo com Cristina, sete meses antes de Tim ser morto por traficantes do Complexo do Alemão, ela entrou com uma ação judicial de rescisão indireta, na qual reclamava da falta de segurança para jornalistas da emissora. As denúncias integram o livro que está sendo escrito por Cristina e deve ser lançado nos Estados Unidos, no início do próximo ano. A obra, segundo a jornalista e publicitária, também deve virar filme. 

“Não dava para escrever meu livro no Brasil. Aqui a Globo ainda tem uma influência muito forte e a obra poderia ser abafada de alguma maneira. Com o apoio do governo americano, fica mais fácil lançar nos EUA”, pondera. 

O que motivou as suas denúncias de omissão contra a TV Globo na Justiça?

Os traficantes da Rocinha ofereciam R$ 20 mil pela minha cabeça. Pedi ajuda à TV Globo e fui ignorada

"Trabalhei durante 12 anos na TV Globo. Em 2001, estava fazendo produção para o Jornal Nacional junto com o Tim Lopes. Produzíamos as matérias de jornalismo investigativo do telejornal. Quando o Tim trouxe o material da feira de drogas ao ar livre na Favela da Grota(Complexo do Alemão), a chefia de reportagem me chamou e perguntou se eu conhecia outras feiras deste tipo. Respondi que na Rocinha e na Mangueira o mesmo acontecia e a chefia do JN me pediu para fazer imagens lá. Fui três vezes à Rocinha e duas à Mangueira, para conseguir um bom material. Na primeira vez que estive nos dois lugares, reclamaram que as imagens não estavam boas e exigiram que eu voltasse até o material estar com boa qualidade. O grande problema começou um mês depois da exibição da série. Comecei a ser duramente ameaçada por traficantes, sem nenhum respaldo da emissora, e decidi ingressar com uma ação judicial pedindo segurança. 

Tim Lopes foi morto sete meses depois de Cristina denunciar os riscos à emissora

Tim Lopes foi morto sete meses depois de Cristina denunciar os riscos à emissora

Quando começaram as ameaças de traficantes?

"Por volta de um mês depois da exibição das matérias, começaram a me telefonar de um orelhão que fica dentro da Favela da Rocinha me chamando de ‘Dona Ferrada’ e dizendo que me pegariam. Diziam também que eu não escaparia, era questão de tempo. Diante das constantes ligações, conversei com a chefia do JN e pedi proteção. Fui ignorada. 

Dias depois, sequestraram um produtor do Esporte Espetacular, o levaram para um barraco na Rocinha. Bateram muito no coitado. Os traficantes queriam saber se ele sabia quem tinha ido à favela fazer as imagens, mas o produtor não sabia. Era de uma editoria diferente da minha e realmente não sabia. 

O que me assustou foi que a TV Globo não me falou nada. Eu estava voltando de um mês de férias e soube do episódio pela Folha de S. Paulo. Quiseram abafar as ameaças e a ligação entre os dois casos: as ameaças feitas contra mim e o sequestro do Carlos Alberto de Carvalho.

O episódio me deixou ainda mais assustada, porque aí eu tive a certeza de que não podia contar com a emissora para nada. Procurei a polícia, registrei o caso na 10ª DP (Gávea), mas acho que sentaram em cima do processo. Na verdade, devem estar esperando para ouvir a outra parte – os traficantes. (risos). 

Então, com a denúncia à polícia as ameaças não pararam?

Muito pelo contrário. A coisa corria solta e ninguém fazia absolutamente nada. Mas o que tirou meu sono foi quando prenderam um garoto da Rocinha que pagava propina a um coronel. Fui cobrir o caso e me desesperei. Ao encontrar o moleque detido, ele olhou bem para mim e disse ‘É, tia! Eu tô ferrado, mas tu também tá. Tá todo mundo atrás de você lá na Rocinha. Tua cabeça tá valendo R$ 20 mil’. Naquele momento, tomei a dimensão da situação em que eu me encontrava. Ele descreveu a roupa que eu usava quando ia à favela fazer as imagens. Todo o meu disfarce: meu boné surrado, a bermuda, a cor da camiseta.

Com o processo você conseguiu desligamento da TV Globo?

Sim. Por meio da ação judicial que emplaquei no Ministério do Trabalho, meu vínculo com a TV Globo acabou. Sinceramente, hoje eu tenho mais medo da TV Globo do que dos traficantes. O traficante pode te ameaçar e ser violento. No entanto, ele avisa e depois cumpre. A TV Globo é traiçoeira. Enquanto você é subordinado e faz o que te pedem, você é bonzinho. Já quando você questiona os riscos que ela te impõe e se nega a fazer alguma coisa por temer pela sua própria vida, você é tachado de louco. Traficantes me parecem mais confiáveis. 

Você acha que estaria morta se não tivesse travado uma briga judicial com a TV Globo para não ser mais obrigada a produzir matérias que colocassem sua vida em jogo?

Já estaria morta há muito tempo. A Globo não quis saber se eu corria risco de vida. Os meus chefes diziam que as ameaças que eu recebia por telefone eram coisas da minha cabeça. Não me arrependo de ter largado a Globo para trás. A minha vida vale muito mais do que R$ 3.100, que era o meu salário em 2001. 

A morte do Tim poderia ter sido evitada pela emissora?

Sem dúvida nenhuma. Eu falei sobre os riscos que estávamos correndo sete meses antes de os traficantes do Alemão matarem o Tim Lopes. Eu implorei por atenção a estas ameaças e o que fez a TV Globo? Ignorou tudo. Sete meses depois, eles pegaram o Tim. Na ocasião do Prêmio Esso, antes de o Tim ser morto, eu liguei para ele e o alertei sobre os riscos de ter exposto seu rosto nos jornais. Na nossa profissão, é preciso ter muito cuidado para mostrar a cara. É muita ingenuidade achar que traficante não assiste TV e não lê jornal.

Procurada pela reportagem do Jornal do Brasil, a assessoria da Rede Globo não retornou às solicitações para esclarecimento das acusações desta matéria.

sábado, 16 de julho de 2011

Magé: Candidato a vice renuncia

O candidato a vice-prefeito nas eleições suplementares de Magé, Valdeck Ferreira de Mattos da Silva, decidiu não participar mais da disputa pela prefeitura.

Ele fazia parte da coligação 'Magé para os mageenses', do PT do B, com o candidato a prefeito Werner Benites Saraiva.

A decisão de Waldeck aconteceu depois do pedido de impugnação de sua candidatura pelo Ministério Público Eleitoral.

O pedido foi motivado pela cassação do cargo de vereador por compra de votos, no final de 2009.

Isso porque ele foi flagrado distribuindo material escolar, comprado com dinheiro da prefeitura, dentro de uma escola municipal, durante a campanha para a Câmara de Vereadores.

]A eleição suplementar está marcada para o dia 31.

Blog Justiça e Cidadania - O Dia Online

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Mulher rende ladrão e o obriga a ser seu escravo sexual

Flávio Almeida - Expresso

Essa é a história de um ladrão que tentou se dar bem e acabou sendo vítima do seu próprio alvo. Viktor Jasinski, de 32 anos, invadiu um salão de beleza na cidade de Meshchovsk, na Rússia, armado com um revólver para fazer a limpa no caixa.

Depois de recolher a grana, ele foi supreendido pela jovem Olga Zajac, de 28 anos, cabeleleira e faixa preta de caratê. A loura derrubou o cara no chão, tomou-lhe a arma e amarrou suas mãos com o fio de um secador de cabelos.

Olga Zajac, em foto divulgada pela polícia russa: ela obrigou seu escravo sexual a tomar Viagra Foto: reprodução

Mas quem pensa que a história acaba aqui, está muito enganado. Em vez de ligar para a polícia, Olga arrastou Viktor até um quartinho escuro, tirou suas roupas e o obrigou a ser seu escravo sexual durante três dias. Depois de usar e abusar do sujeito, para lhe dar uma lição, Olga libertou o cara e ainda disse: "Desapareça da minha vista".

Viktor foi direto para um hospital para tratar de hematomas nos testículos e no pênis. À polícia, ele disse que ficou preso por um par de algemas de pelúcia cor de rosa e que neste período foi obrigado a tomar Viagra.

Olga foi chamada para depor e confirmou a história: "Esse cara é um idiota! Nós fizemos sexo muitas vezes. Mas eu lhe dei uma calça jeans nova, comida e ainda dei dinheiro para que ele fosse embora do meu salão".

Viktor foi preso por roubo e Olga, por tortura e cárcere privado.

Extra Online

TRE cassa mandato de Domingos Brazão

POR ADRIANA CRUZ

Rio - Tribunal Regional Eleitoral decidiu, no fim da tarde desta quinta-feira, cassar o mandato do deputado estadual Domingos Brazão (PMDB). As acusações que pesam contra o deputado são de abuso de poder econômico, captação ilícita de voto e conduta vedada a agente público, durante a  campanha eleitoral de 2010. A corte decidiu ainda que Brazão deve ficar inelegível pelos próximos oito anos.

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Deputado estadual Domingos Brazão tem mandato cassado pelo TRE | Foto: Divulgação

Na ação contra Brazão, a Procuradoria Regional Eleitoral apontou que seus votos ficaram concentrados nas zonas eleitorais próximas ao Centro de Ação Social Gente Solidária, anteriormente denominado, Centro Domingos Brazão, que tinha como sede, o bairro de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Além disso, foram criadas filiais, em bairros do Rio e na Baixada Fluminense. Os espaços disponibilizavam atendimento médico variado e a Procuradoria apontou que a correlação entre votos e os centros sociais revelavam influência do poder econômico sobre a população.

Os centros sociais de Domingos Brazão foram fechados pelo Tribunal Regional Eleitoral em julho de 2010. Poucos meses depois, a Associação de Defesa da Cidadania Ação Social Gente Solidária conseguiu que fosse impetrado um mandado de segurança contra a decisão do responsável pela fiscalização de propaganda do município do Rio, que fechou o local, durante o período eleitoral. Entretanto, o colegiado do tribunal decidiu por manter fechado o Centro, reafirmando o entendimento anterior de que o benefício obtido por candidatos que abrem ou mantêm centros sociais em ano de eleições desequilibra a igualdade na disputa eleitoral.

Andreia do Charlinho também perde o mandato

A deputada estadual Andreia do Charlinho (PDT) , mulher do prefeito de Itaguaí, Charles Busatto também perdeu o mandato. Ela e o marido também ficarão inelegíveis por oito anos. A acusação sobre eles é de uso do poder político durante a campanha. Charles é acusado de ter usado a máquina pública para a campanha da esposa.

O DIA ONLINE

MP denuncia três prefeitos e cinco vereadores do Rio

Rio - O Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes, ofereceu denúncias contra três Prefeitos e cinco Vereadores em todo o Estado.

Entre os denunciados, que deverão responder a ações penais na Seção Criminal do Tribunal de Justiça, estão os prefeitos Aparecida Panisset, de São Gonçalo, Arthur Henrique Gonçalves Ferreira, de Piraí, e Carlos Augusto Carvalho Balthazar, de Rio das Ostras.

Os vereadores denunciados pertencem às cidades de Nova Friburgo, Campos dos Goytacazes, Magé, Miracema e Volta Redonda. As denúncias se referem a crimes que vão da dispensa ilegal de licitação a aplicação da Lei Maria da Penha.

Foto: Banco de imagens

Prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset, está entre os denunciados | Foto: Banco de imagens

No caso de Panisset, a denúncia do Ministério Público é referente à contratação da empresa Oriente Construção Civil Ltda., por R$ 2,9 milhões, em junho de 2005, para que fizesse a pavimentação asfáltica (tapa buraco) da Rua Feliciano Sodré. Para dispensar a licitação, o município alegou situação emergencial, mas os estragos na via foram causados por chuvas ocorridas cinco meses antes.

“A emergência apontada como fundamento da dispensa de licitação é aquela resultante da inércia administrativa da própria Prefeitura, à qual não é permitido fabricar a situação emergencial para depois, mediante dispensa de licitação, celebrar contratos para saná-la”, diz a denúncia. A pena para o crime de dispensa de licitação fora das hipóteses previstas em Lei é de detenção, de três a cinco anos e multa.

No entendimento do MPRJ, o mesmo crime foi cometido, duas vezes, pelo Prefeito de Piraí. Denunciado em outra ação, ele contratou sem licitação, em abril de 2005 e janeiro de 2006, o Instituto Brasileiro de Políticas Públicas (IBRAPP) para que prestasse serviços de assessoria técnica nas áreas de administração financeira, controle e gestão.

Foram pagos um total de R$ 168 mil por serviços que são inerentes à administração municipal e deveriam ser desempenhados por servidores concursados ou, em caso de número insuficiente, contratados temporariamente, em caráter excepcional, de interesse público.

Já o Prefeito de Rio das Ostras violou a Lei de Licitações três vezes, ao prorrogar ilegalmente um contrato firmado em 2004 com a pessoa jurídica Aquática Dejjam Ltda., para implantação de projeto esportivo. Os aditamentos, pelo prazo adicional de 12 meses, foram feitos em 2005, 2006 e 2007, totalizando R$ 339 mil. A pena para cada um dos crimes, se ele for condenado, é de detenção, de dois a quatro anos, e multa.

Friburgo: Lei Maria da Penha

O vereador de Nova Friburgo, Marcos da Silva Alberto Medeiros, foi denunciado pelo crime de constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. Divorciado, o político é acusado de ameaçar de morte a ex-mulher.

Segundo a denúncia, em outubro de 2010, Medeiros foi ao local de trabalho de trabalho dela, uma emissora de TV. Apontando uma pistola Taurus engatilhada, o vereador a constrangeu a deixar de trabalhar e desistir de sua parte em uma sociedade empresarial. Por causa das ameaças, a ex-mulher do vereador se mudou para um local mais seguro.

Diante do risco de morte, a relatora do processo determinou a aplicação de medidas cautelares previstas na Lei Maria da Penha: suspensão de porte de arma; proibição de que Medeiros se aproxime mais de 500 metros da ex-mulher; e proibição de que ele mantenha contato com a vítima, familiares dela e testemunhas.

Também foram deferidas medidas de busca e apreensão e de realização de perícia na pistola do denunciado.

O vereador informou, através de nota, que não são verdadeiras as informações da denúncia de que teria constrangido sua ex-mulher com arma de fogo. De acordo com a nota, em 19 de outubro de 2010, dia em que, segundo a denúncia do MPRJ, o constrangimento teria acontecido, o parlamentar estava em sessão na Câmara.

O vereador explica, ainda, que sua ex-esposa sofre de distúrbio bipolar, com recomendação de psicólogo que a mesma deveria ter acompanhamento psiquiátrico. Ainda segundo Medeiros, em nenhum momento foi ouvido pelo MP.

Desvios em Volta Redonda e Magé

Para que respondam pelo crime de peculato, a Procuradoria-Geral de Justiça denunciou o vereador de Volta Redonda, Luis Cláudio da Silva, e o de Magé, Amisterdan Santos Viana.

De acordo com a denúncia, Luis Cláudio da Silva desviou, durante nove meses, parte do salário de uma assessora de seu gabinete, totalizando R$ 7.645. Nesse período, de agosto de 2007 a abril de 2008, ela trabalhou na ONG Associação de Desenvolvimento Comunitário e esportivo Açude (ACESA), entidade que tinha como diretor financeiro o cunhado do vereador, José Waltair de Oliveira.

Já os desvios em Magé, segundo a denúncia, foram praticados por meio de uma licitação totalmente forjada com a participação dos servidores Emanoel Amorim Harb (ex-Diretor da Câmara Municipal), João Carlos Tomassi Peixoto (ex-Presidente da Comissão Permanente de Licitação) e Camila Souza de Carvalho (ex-integrante da Comissão), todos denunciados.

O “contrato” da empresa SLN Informática Ltda.-ME, pelo valor total de R$ 59.600, previa serviços de consultoria e cursos para aperfeiçoamento profissional. Entretanto a empresa jamais participou de qualquer licitação, e as notas fiscais apresentadas eram todas falsas. A pena prevista para o crime de peculato (reclusão, de dois a 12 anos, e multa) pode ser multiplicada por oito, neste caso, em função do número de “pagamentos” desviados, todos feitos em 2006.

Crimes contra a honra

O Vereador de Campos dos Goytacazes, Marcos Vieira Bacellar, foi denunciado por calúnia (três vezes) e difamação (três vezes), com os agravantes de os crimes terem sido praticados contra funcionário público, em razão de suas funções, e na presença de várias pessoas.

Em pronunciamento na Câmara, em junho de 2009, o vereador fez uma série de ataques verbais contra o Promotor de Justiça Leandro Manhães de Lima Barreto, Titular da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Campos, imputando falsos atos criminosos e fatos ofensivos à reputação do Membro do MPRJ. O pronunciamento foi incluído pelo denunciado no site Youtube.

Outros ataques contra a honra do Promotor foram cometidos em entrevista à revista “Somos Assim”, publicada no mês seguinte. O fato de o político apresentar maus antecedentes levou o Procurador-Geral a não pedir a aplicação imediata da proposta de pena não privativa de liberdade.

O vereador de Miracema, André Luiz Amim Monteiro, e seu pai, Jorge Luiz de Oliveira Monteiro, também foram denunciados pelo crime de calúnia, com os mesmos agravantes. No dia 4 de março de 2009, em evento realizado no auditório do Centro Cultural Melchíades Cardoso, ambos imputaram, falsamente, a prática do crime de prevaricação à Promotora de Justiça Luciana Barbosa Delgado.

O DIA ONLINE

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Magé: Medicameto vencido em Posto de Saúde

A 148ª Zona Eleitoral e a Polícia Rodoviária Federal cumpriram mandado de busca e apreensão no Posto de Saúde da Família Serrana II, em Fragoso, Magé. O juiz Orlando Eliazaro Feitosa determinou a operação após denúncia de que uma
menor, de 16 anos, filha de servidora da prefeitura, teria sido expulsa do posto por não ter revelado em quem votaria.

De acordo com a denúncia, um funcionário do Posto de Saúde teria que se ela não votasse no candidato Werner Saraiva,ninguém mais da sua família voltaria a ser atendida no posto de saúde. Ainda segundo a denúncia, a menor teria sido retirada à força da cadeira de um dentista sem que ela concluísse o tratamento. Na operação, os fiscais apreenderam o caderno de controle de atendimento,que confirmou a que a menina fora atendida no posto.

Os fiscais encontraram ainda medicamentos com validade vencida e cópias de título de eleitor. Ao perceber que, dos 14 servidores lotados no posto, apenas três trabalhavam, os fiscais decidiram também levar a folha de ponto para análise, para subsidiar a investigação em andamento que apura a denúncia de que servidores municipais são coagidos a trabalhar no horário de expediente em favor da campanha do candidato Werner Saraiva (PMDB).
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Magé: denúncias de ameaça a servidores

Responsável pela fiscalização da propaganda nas eleições suplementares de Magé, a 148ª Zona Eleitoral investiga 10 denúncias anônimas sobre ameaça contra servidores comissionados, contratados e concursados da Prefeitura.

Os servidores seriam demitidos, caso se recusem a trabalhar gratuitamente na campanha do candidato a prefeito Werner Saraiva (PMDB). Na eleiçõe de 2010, quando a 148ª ZE também exerceu a fiscalização da propaganda, houve denúncias semelhantes, que geraram seis processos judiciais, ainda em andamento.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio não vai divulgar as medidas a serem adotadas em relação às denúncias atuais, para proteger a investigação.

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