segunda-feira, 16 de maio de 2011

Polícia fecha casa de prostituição e flagra mulheres seminuas em Piabetá

Policiais civis da Delegacia de Piabetá (66ª DP), em Magé, na Baixada Fluminense, fecharam uma casa de prostituição e prenderam um homem, suspeito de ser dono do estabelecimento, na noite desta quinta-feira (12). Sete mulheres que trabalhavam no local foram levadas para a delegacia para prestar depoimento e liberadas em seguida.

Uma equipe da TV Record acompanhou com exclusividade toda a ação. Quando os policiais chegaram, as mulheres estavam seminuas e na companhia de vários clientes. Uma delas entrou em pânico e começou a gritar.

- Meu marido vai me matar! Meu marido vai me matar !

No prédio de três andares em Piabetá funcionava uma danceteria com sete quartos que eram alugados. Para entrar na casa os clientes pagavam R$ 6 e eram estimulados a consumir bebidas. Para usar os quartos com as mulheres os clientes pagavam também de R$ 30 a R$ 50. O valor variava conforme o tempo de programa.

O delegado responsável pela operação, Carlos Quelotti, informou que a casa estava sendo investigada há três meses. E que o suspeito de ser dono do estabelecimento foi preso e pode pegar de dois a cinco anos de cadeia se confirmadas as denúncias de exploração sexual.

O delegado esclareceu que prostituição não é crime, mas explorar a prostituição sim. Ele vai investigar se o suspeito faz parte de uma rede de prostituição.

R7.com

domingo, 15 de maio de 2011

GPS indica no celular se há alguém perto a fim de sexo

Aplicativo baixado em smartphones já virou febre no mundo gay carioca. A versão heterossexual do programa será lançada ainda neste inverno

POR CRISTINE GERK

Rio - ‘Oi, vamos transar?’ Parece exagero, mas é esse o único diálogo ao vivo traçado pelos adeptos de um aplicativo de smartphone que virou febre no mundo gay carioca. Estamos falando do Grindr, conhecido como “GPSexo”. É só baixar o programa, botar uma foto (geralmente do peitoral ou do abdômen) e ativar o GPS. Na mesma hora, o Grindr indica onde está o parceiro em potencial mais próximo.

Por enquanto o aplicativo só existe com o foco no mundo gay, mas há algumas semanas a empresa responsável pelo produto — conhecida como Project Amicus — anunciou que vai lançar ainda neste inverno a versão para heterossexuais. Os héteros interessados já podem se cadastrar na lista de convidados em www.projectamicus.com. No Brasil, 14.044 pessoas já usam o Grindr no iPhone, iPad, iPod ou Blackberry.

‘Cat Carioca’ saiu com mais de 10 homens conhecidos por meio do aplicativo e inclusive namorou casal gay | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia

“No perfil, a gente já conta mais ou menos o que curte na cama. Quando você vê alguém interessante perto, manda uma mensagem e geralmente a pessoa responde com foto dos órgãos genitais e do rosto para você conferir se está do seu gosto. Aí você marca um ponto de encontro, por exemplo, na casa de um dos dois. Quando chega, não tem nem conversa. É ‘oi, vamos lá?’ se gostou do que viu, ou então ‘foi bom te conhecer, a gente marca algo depois’, se você se decepcionou”, detalha o usuário ‘Cat carioca’, de 27 anos.

O produtor já saiu com mais de 10 homens que conheceu no programa. Inclusive namorou um casal gay que conheceu online. “Nas festas é uma loucura! Todo mundo com o seu celular na mão de olho nos arredores. Muito gay usa, mas não fala abertamente sobre o assunto porque sabe que pode pegar mal”, admite ‘Cat’.

O programa tem duas versões: uma gratuita e outra que custa 2,99 dólares (aproximadamente R$ 4,7) por mês e permite a visualização de mais usuários. Na versão comum, ao fazer o login (informando idade, altura e peso), surgem na tela 20 fotos de homens próximos.

'É um aplicativo para transar, não para conversar', diz Cat Carioca, 27 ano

“É um aplicativo para transar. Quando alguém começa a conversar demais, o outro responde ‘Isso não é Facebook, não’. Só dá para falar com uma pessoa de cada vez. Se você gosta de alguém, coloca uma estrelinha nele e ela sempre aparece na tela principal. Mas vou te contar: com o tempo enjoa. É muito vazio. Não traz felicidade uma pegação tão fácil, esgota”.

Mulheres querem mais informação sobre parceiros

O criador do Grindr, o americano Joel Simkhai, 33, disse ter recebido dezenas de milhares de pedidos de mulheres por uma versão heterossexual e voltada para elas, sem tanto foco apenas nas fotos e na proximidade geográfica. “A versão para héteros vai dar mais espaço para informações, pois as mulheres precisam conhecer o parceiro melhor antes de pensar em ter qualquer coisa”, explica Simkhai.

Já os gays, segundo Joel, são interessados em contatos mais ágeis, por isso a localização é tão importante: “Os sites de encontros atuais só chegam ao nível de detalhe ‘cidade’. E se tiver alguém interessante do outro lado da rua?”.

O foco na localização geográfica dos usuários é tendência na maioria das redes sociais. No Facebook e no Twitter, por exemplo, é comum os usuários informarem onde estão aos seus amigos virtuais. O Grindr segue a moda e sofistica o sistema, só que com um intuito sexual.

O aplicativo foi lançado em março de 2009. Hoje são mais de 1,5 milhão de usuários em 180 países. As cidades onde faz mais sucesso são Londres e Nova York. Mas muitos ‘gringos’ fazem uso do programa quando vêm ao Rio. Há ainda uma versão para lésbicas, chamada Qrushr Girls. Diariamente, 2 mil pessoas se inscrevem no serviço. No Brasil o uso do aplicativo começou a crescer rápido nos últimos 6 meses.

O DIA ONLINE

Jovem enforca namorado com cinto em motel de Niterói

Giselle de Almeida

Iniciado há cerca de dois anos, o relacionamento entre a estudante Verônica Verone de Paiva, de 18 anos, e o empresário Fábio Gabriel Rodrigues, de 33, acabou, na madrugada deste sábado, de forma trágica, quando ela matou o companheiro num motel em Itaipu, Niterói, enforcando-o com um cinto.

Na 77ª DP (Icaraí), Verônica — uma jovem loura de classe média — disse que Fábio teria tentado estuprá-la. A vítima era dona de um lava-jato em Itaipuaçu (Maricá), onde morava.

Verônica Verone, de 18 anos, depõe em delegacia sobre assassinato de namorado em motel Foto: Guilherme Pinto / EXTRA

Verônica contou que os dois tinham uma "amizade colorida". Segundo ela, Fábio havia ligado, bêbado, de madrugada, dizendo que estava passando mal. A jovem foi buscá-lo no bar, mas, no caminho para a casa dele, Fábio teria pedido para comprar drogas.

Segundo a delegada adjunta da 77ª DP, Juliana Rattes, depois de adquirir cocaína e maconha, por volta de 1h, os dois partiram para o Motel Status, em Itaipu. Verônica disse que somente ele consumiu as drogas. Logo depois, ele teria tentado estuprá-la. Num acesso de raiva, Verônica o enforcou, embora tenha dito que não teve a intenção de matá-lo.

— A história está muito mal contada — disse a delegada.

Verônica arrastou o corpo escadas abaixo, até a garagem privativa no motel. Às 6h, a estudante saiu do local, na picape do companheiro.

Logo após o corpo ter sido descoberto, a administração do motel recebeu uma ligação, feita pela irmã de Verônica, perguntando se Fábio já tinha sido socorrido. A chamada foi identificada, e a polícia entrou em contato com Verônica, pedindo que ela fosse à delegacia. A estudante chegou para depor por volta do meio-dia, acompanhada de um advogado. Ela afirmou que sofre de Síndrome do Pânico e está fazendo tratamento psiquiátrico.

A jovem foi indiciada por homicídio e tentativa de ocultação de cadáver. Depois de fazer exame de corpo de delito, foi liberada e responderá em liberdade. Nos próximos dias, parentes da vítima e funcionários do motel serão ouvidos.

Casos de Polícia - Extra Online

Bolsonaro e senadora quase se agridem fisicamente durante discussão no Senado

Rio - Logo após a Comissão de Direitos Humanos da Casa suspender a votação do polêmico projeto que criminaliza a homofobia no país, a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) e o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) discutiram, trocaram insultos e quase 'saíram no tapa' nesta quinta-feira, no Senado.

O tumulto quando Marinor se irritou a ver Bolsonaro divulgando seus panfletos "anti-gays" atrás da senadora Marta Suplicy (PT-SP), relatora do projeto, que concedia entrevista a emissoras de rádio e TV. A senadora começou a gritar e chamar Bolsonaro de homofóbico e criminoso, além de acusar o deputado de "utilizar dinheiro público para fazer cartilha".

O deputado provocou Marinor, perguntando se ela iria agredi-lo fisicamente, chamou a senadora de "intolerante" e disse que ela deveria provar suas acusações.

“Tira isso daqui, rapaz. Me respeita!”, advertiu Marinor, batendo no panfleto de Bolsonaro. “Bata no meu aqui. Vai me bater?”, respondeu Bolsonaro. “Eu bato! Vai me bater?”, rebateu Marinor. “Depois dizem que não tem homofóbico aqui. Tu és homofóbico. Tu deveria ir pra cadeia! Tu deveria ir pra cadeia! Tira isso daqui. Homofóbico, criminoso, tira isso daqui! Respeita!", concluiu a senadora.

O tumulto acabou controlado por outros deputados e senadores que estavam no local.

Além de Bolsonaro, diversos deputados contrários ao projeto que criminaliza a homofobia acompanharam a sessão da Comissão de Direitos Humanos - a maioria integrantes da bancada evangélica, que são contra a proposta por considerar que pastores e líderes religiosos poderão ser punidos se condenarem a prática homossexual em suas pregações.

Foto: Reprodução Internet

Marinor se irritou após ver Bolsonaro divulgar panfletos "anti-gays" enquanto Marta Suplicy concedia entrevista a emissoras de TV e rádio | Foto: Reprodução

A comissão adiou a votação do projeto depois que Marta pediu para retirá-lo de pauta na tentativa de dialogar com os parlamentares contrários ao texto. A senadora disse que vai incluir em seu relatório artigo que protege os cultos nas igrejas da criminalização da homofobia.

Panfletos polêmicos

Bolsonaro decidiu, esta semana, distribuir panfletos contra os movimentos de defesa dos homossexuais, o Plano de Defesa dos Direitos Humanos LGBT e o kit de combate à homofobia, que será distribuído nas escolas. Bolsonaro elaborou uma série de mensagens, que estão sendo distribuídas há mais ou menos uma semana. Segundo o deputado, não há nada de pejorativo nas informações contidas no material, mas sim "a realidade" dos fatos.

Nos panfletos, há uma frase em destaque: "Querem, na escola, transformar seu filho de 6 a 8 anos em homossexual", diz. Em seguida, o material mostra os principais tópicos do Plano de Defesa dos Direitos Humanos LGBT e, ao fim, há uma foto de Bolsonaro acompanhada pela seguinte frase: "Com o falso discurso de combater a homofobia, o MEC em parceria com grupos LGBTs, na verdade, incentivam o homossexualismo nas escolas públicas, bem como tornam nossos filhos presas fáceis para os pedófilos".

No material, o deputado cita ainda frases polêmicas de militantes gays e de políticos vinculados à defesa do kit de combate à homofobia.

O DIA ONLINE

quinta-feira, 12 de maio de 2011

MP pede arquivamento de inquérito contra Turnowski

Rio - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) pediu o arquivamento do inquérito contra Allan Turnowski, ex-chefe de Polícia Civil. Ele é acusado de violar sigilo profissional durante a Operação Guilhotina, da Polícia Federal, deflagrada em fevereiro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira.

Foto: João Laet / Agência O Dia

Allan Turnowski deixou a chefia da Polícia Civil em fevereiro, após crise | Foto: João Laet / Agência O Dia

Turnowski foi indiciado no dia 17 de fevereiro deste ano por suspeita de ter vazado informações sobre a Operação Guilhotina, desencadeada em 11 de fevereiro, que resultou na prisão de cerca de 40 pessoas, incluindo policiais civis e militares.

No dia, ele prestou depoimento na Superintendência da Polícia Federal na zona portuária da capital fluminense. Se condenado, ele pode pegar até seis anos de prisão, além de multa.

O ex-chefe da Polícia Civil aparece em uma escuta telefônica conversando com um inspetor que estava sendo investigado na operação, e supostamente o teria alertado. Turnowski sempre negou a acusação, afirmando que não tinha conhecimento da operação. Mesmo assim, ele foi indiciado pela PF.

Segundo o MP, não há provas de que Turnowski tinha conhecimento da operação.

Crise

Allan Turnowski deixou a chefia da Polícia Civil no dia 15 de fevereiro. A saída do delegado foi definida em reunião com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. Segundo nota emitida pela secretaria, os dois concluíram que a saída de Turnowski era a mais adequada para "preservar o bom funcionamento das instituições". Ainda segundo a Secretaria, Beltrame aproveitou o encontro para agradecer publicamente a dedicação e a fidelidade do delegado Turnowski durante sua gestão.

Um dia após determinar devassa na Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos e Especiais (Draco-IE), o então chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, apresentou documentos que, segundo ele, apontavam para indícios de irregularidades cometidas pelo delegado Cláudio Ferraz e policiais de sua equipe.

Durante a inspeção na especializada, agentes da Corregedoria Interna da Polícia Civil localizaram dois registros com a mesma numeração. Também foram recolhidas seis armas que estariam sem autos de apreensão.

Turnowski também apresentou carta anônima, que teria sido deixada na portaria de seu prédio, com acusações de corrupção envolvendo a Draco. As denúncias acirraram o clima de guerra na Polícia Civil, iniciada após a Operação Guilhotina.

Com informações do Terra

O DIA ONLINE

domingo, 8 de maio de 2011

Detran-RJ cai em exigência na vistoria do ‘DIA’

Equipe do jornal faz flagrantes de burocracia, filas e falhas do departamento que levam usuários a perder tempo e dinheiro

POR FRANCISCO EDSON ALVES

Rio - Burocracia, demora no atendimento e consequentes longas filas, e falhas técnicas. Os serviços do Detran-RJ passaram pela ‘Blitz do Dia’ e, na vistoria, caíram em exigência. Durante três dias, equipe do jornal esteve em postos de atendimento e ouviu muitas queixas de usuários que não só perderam tempo, mas também, em várias situações, dinheiro.

É o caso do empresário Everson Almeida Marinho, 47 anos, morador de Duque de Caxias, na Baixada, que arrematou a Kombi LNM-5069 num leilão do Detran em 27 de novembro de 2008. Gastou cerca de R$ 11 mil com melhorias no veículo, taxas e dois IPVAs. No início de 2009, recebeu comunicado de que a compra deveria ser desfeita, pois o automóvel estava com “restrição judicial”.

Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia

Henrique Altivo mostra boleto que recebeu do Detran para pagar multa que não constava no sistema de banco. Motorista teve prejuízo de pelo menos R$ 1 mil para retirar carro de depósito | Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia

“Entreguei todos os documentos da transação (ao Detran), mas, até hoje, não me devolveram um centavo sequer”, lamenta Everson, ao lado da Kombi, que apodrece em seu quintal.

Retirar carros apreendidos em blitz dos depósitos públicos também pode dar dor de cabeça. O motorista Henrique Altivo, 36, teve seu Zafira rebocado em 28 de abril, no Centro. “Para meu espanto, ninguém no Detran sabia dizer para qual depósito meu veículo tinha sido levado.

Disseram que o sistema (de informática) estava fora do ar”, afirmou. Na segunda-feira, ele descobriu que o automóvel estava em depósito do Caju. A via-crúcis, então, recomeçou.

Ele tinha multa por avanço de sinal (R$ 85,03) e, para retirar, o carro deveria pagá-la. Só que a infração só aparecia no sistema do Detran, não no do Banco Itaú. “Mesmo querendo, não tinha como pagar. Paguei R$ 250 a um despachante, que só resolveu o problema na terça.

Ainda fui obrigado a pagar, numa lotérica determinada pelo Detran em Benfica, na Zona Norte, cinco diárias de depósito (R$ 227,60) e o reboque (R$ 112,67)”, conta.

Cinco mil agendaram mas não podem renovar carteira

Um problema técnico tem tirado o sono de pelo menos 5 mil motoristas que estavam com renovação da carteira de habilitação agendada e tiveram seus dados apagados. Para piorar a situação, o sustento de alguns deles depende da permissão para dirigir.

O taxista Antônio Carlos Ferreira Soares, 38 anos, de Niterói, é um exemplo. Na quarta-feira, dois dias antes de vencer o prazo legal para renovar habilitação de documento vencido, ele foi à sede do Detran e saiu frustrado. “Disseram que meus dados tinham sumido do sistema e que nada podiam fazer. Estou desesperado e com medo de perder o emprego na minha cooperativa. Em 20 anos de profissão, jamais passei por um constrangimento desses”, afirma Soares, que sem ter como trabalhar, não sabe como pagar suas contas e dívidas.

Devido a alterações no sistema de emissão de habilitações renovadas, cujo documento antigo era sem foto, aliada a falha do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) — que mantém banco de dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) —, foram prejudicados 10% dos 50 mil motoristas que haviam agendado a renovação.

Segundo a diretora geral de Habilitação do Detran-RJ, Janete Bloise, a situação só deverá se resolver dentro de 15 dias. “Estamos fazendo adequações no sistema”, responde.

Demora para emissão de carteira de identidade

Além das constantes quedas no site do Detran, que deixam vários serviços fora do ar, há queixas ainda de demora na emissão de Carteira de Identidade. Pela Internet, o usuário Ricardo Naves se queixa de uma espera de quase três meses pela segunda via.
Marcos Siliprandi, diretor de Identificação do órgão, garante que, em média, a segunda via é liberada em 24 horas. Por mês são emitidas 6 mil carteiras. “Só há algum atraso quando há a necessidade de checar documentos em cartórios”, explicou.

'Não há como acertar 100%'

Presidente do Detran-RJ, Fernando Avelino reconhece o que chama de “falhas isoladas”, mas garante que o órgão vem se esforçando para melhorar a prestação de serviços. “Não há como acertar 100% numa instituição que recebe 25 mil pessoas por dia e que deve atingir este ano a marca histórica de 2,3 milhões de vistorias. Temos investido na contratação de pessoal qualificado, como os 1,5 mil concursados recentemente, e em novas tecnologias”, assegurou.

Alessandro Rohnelt, presidente da Comissão de Leilões do Detran, reconhece que o dinheiro investido pelo empresário Everson Marinho já deveria ter sido restituído. “Vamos acelerar o processo e resolver o caso ainda neste semestre”, prometeu.

Já André Câmara, responsável pela liberação de veículos do órgão, informou que 60% das apreensões de automóveis são feitas pela Secretaria de Ordem Pública (Seop) e levados para depósitos da prefeitura, que ainda não são informatizados. “Os nossos são informatizados. Somente agora os da prefeitura começarão a atender online também”, comentou.

Everson Marinho, 47 anos, empresário:

“Estou há mais de dois anos lutando para ser ressarcido. Até hoje, o Detran não me devolveu um centavo sequer. Já fui mais de 50 vezes à sede do órgão (no Centro) e só me enrolam. Me sinto humilhado, enganado e descrente nos órgãos públicos”.

Antônio Carlos Soares, 38 anos, taxista:

“Não posso dirigir desde sexta-feira, porque não consigo renovar minha habilitação. A única explicação que me deram (no Detran), depois de quatro horas de espera, é que meus dados tinham sumido do sistema. Tudo isso por força alheia à minha vontade. A direção do Detran deveria ter bom senso e me fornecer ao menos um documento qualquer, provisório, enquanto não há solução para essa situação”.

Na fila por até 3 horas

Reclamações referentes a filas e à demora no atendimento nos postos de vistoria também são recorrentes. O vendedor Gabriel Pedro Maia, 29, que o diga. Na quarta-feira, chegou às 13h30 no posto de Vila Isabel para vistoria anual de seu Corsa, marcada antes do Carnaval, mas saiu somente às 17h10. Na sexta-feira, pelo menos 40 carros aguardavam no posto Santa Luzia, no Centro, irritando motoristas.

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Mapa para abastecer barato no Rio

Com base em dados da ANP, O DIA aponta onde gasolina, álcool e GNV estão mais em conta

POR MAX LEONE

Rio - Com preços dos combustíveis em alta, o motorista pode encontrar valores bastante diferenciados, até no mesmo bairro, tanto para para a gasolina como para o álcool. Com base no levantamento semanal da Agência Nacional de Petróleo (ANP), feita na última semana de abril, O DIA mapeou os postos mais competitivos.

Pela pesquisa, a gasolina saía mais barata no posto Nota Dez, no Alto da Boa Vista (Ipiranga). O etanol tinha o melhor preço no posto Margalho (bandeira branca, não ligada a distribuidora), em São Cristóvão, custando R$ 2,290, o litro. Já para GNV, motoristas encontravam o metro cúbico a R$ 1,399, no posto Grifo 1 (branca), em Madureira.

Morador da Tijuca, o comerciante Claudio Passos costuma abastecer no posto Alto da Boa Vista, por ser, segundo ele, o mais em conta na região, mesmo quando acompanha concorrentes e reajusta preços. A gerência informou que observa sempre os outros postos. “Tem um outro cobrando abaixo de R$ 3 na Rua Uruguai, mas, fora esses dois, está tudo acima nas redondezas. É um absurdo a gasolina chegar a esse preço”, reclamou.

GASOLINA X ETANOL

Quem tem veículo flex deve avaliar qual combustível vale mais a pena. Só compensa abastecer com etanol se o preço do litro corresponder, no máximo, a 70% do valor do da gasolina. Para saber, basta dividir o custo do álcool pelo da gasolina. O resultado não pode passar de 0,7. Hércules Fernandes, que mora em Campo Grande e trabalha no Caju, faz sempre essa conta.

Outra forma de encontrar preços melhores é entrar diretamente no site www.anp.gov.br e consultar a pesquisa. Esta semana, a ANP divulgará novo levantamento com valores dos dias 1º a 7 de maio.

Localização pesa no preço final

O variação de preços entre bairros da cidade é explicada pelo presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis (Sindcomb). Segundo Manoel Fonseca, donos de estabelecimentos na Zona Sul e na Barra da Tijuca acabam pagando mais pela manutenção do ponto de venda. “Os custos são mais elevados nessas áreas. Não dá para comparar o IPTU, por exemplo, de imóveis na Zona Sul com os do subúrbio”, afirma.

Fonseca diz ainda que a concorrência maior faz os estoques acabarem mais rápido, levando o posto a comprar mais combustível. E na maioria das vezes o preço já vem reajustado. “Um posto que mantém estoque por mais tempo também pode manter mesmo preço por mais tempo”, comenta.

O empresário chama a atenção para locais que oferecem preços muito abaixo do mercado: “Diferença grande é sinal de que pode haver sonegação ou adulteração”. O golpe independe da marca do posto. No mercado, há os sem marca (bandeira branca), que são livres para negociar com vários fornecedores e, por isso, têm margem para oferecer preços mais competitivos. Os de bandeira só podem comprar de um fornecedor. Esses perdem margem, mas obtêm mais confiança dos motoristas.

O DIA ONLINE