terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ivan Lins é assaltado na Rodovia Washington Luiz

POR DIEGO BARRETO

Rio - O cantor e compositor Ivan Lins, de 65 anos, foi assaltado, nesta terça-feira, na Rodovia Washington Luiz, na altura do Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O artista estava acompanhado da mulher, quando foi abordado pelos criminosos.

O casal estava próximo ao trevo da rodovia Rio-Magé. A produtora do artista confirmou a informação no Twitter.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Lins e sua mulher pediram ajuda policiais em um posto próximo. Os agentes ainda fizeram uma busca na região, mas não encontraram os bandidos.

A produtora revelou que o cantor foi rendido por bandidos, que levaram seu Toyota Corolla (LKR-8830). Após o susto, Ivan registrou queixa na 60ª DP (Campos Elíseos). Ainda de acordo com informações divulgadas pela produtora, o casal não sofreu ferimentos. Os policiais chegaram a fazer uma busca nas proximidades, mas não encontraram os bandidos.

Os assaltantes levaram o veículo, pertences e documentos do músico.
Ivan é um dos artistas brasileiros de maior sucesso no mundo.

Influenciado por diversos gêneros musicais como jazz, bossa nova e soul, seu principal instrumento é o piano, que toca desde os 18 anos.  É autor de clássicos da MPB como "Madalena", "Começar de Novo" e "Lembra de Mim". Ex-marido da atriz Lucinha Lins, Ivan é pai do ator e cantor Cláudio Lins.

O DIA ONLINE - RIO

domingo, 10 de outubro de 2010

Campeão de votos Wagner Montes abre o verbo sobre religião, mulheres e polêmicas

Caio Barbosa - Extra

Wagner Montes, o deputado estadual mais votado do Rio. Foto: Ivo Gonzalez

RIO - Wagner Montes, deputado estadual mais votado da história do Rio de Janeiro, com mais de meio milhão de eleitores, não é um fenômeno só das urnas. O polêmico e folclórico jornalista recebeu o Extra para um bate-papo exclusivo que demorou horas, já que, a todo momento, ele parava para cumprimentar vizinhos ricos e empregados humildes de seu luxuoso condomínio, onde é um verdadeiro astro. Neste papo, Wagner Montes abriu o coração e falou menos de política e mais do personagem que ele encarna como poucos: o de um brasileiro que deu certo. Veja na entrevista, a seguir ( em vídeo, assista a trechos do bate-papo )

De onde você é?

Sou de Caxias. Nasci no Rio Comprido porque não havia maternidade em Parada Angélica, lá na minha área, mas nasci em Caxias. Na campanha, pude matar as saudades da infância, fui ao campo do Osa, onde eu jogava bola, reencontrei amigos e até o inspetor da escola, o Bené. Foi o maior barato. Posso dizer que tive uma infância maravilhosa.

Mas você era de classe média? Qual a sua origem?

Sou de família humilde. Meu pai era comerciário, minha mãe era do lar. Tomava conta de mim e do meu irmão. Mais tarde, com 11 para 12 anos, fomos morar em Copacabana, num conjugado. Não era mole, não. Éramos eu, meus pais, meu irmão e meus avós. Seis num conjugadinho de Copacabana. Já imaginou? (risos). Ninguém podia espirrar para o outro não pegar gripe. A coisa era feia (risos).

O deputado e apresentador Wagner Montes. Foto: Marcelo Theobald/Extra

Quem é da Baixada costuma dizer que o cara pode sair da Baixada, mas a Baixada não sai do cara. Você carrega este espírito até hoje, né?

Carrego. A Baixada não sai de mim, e por isso que eu brigo muito pela Baixada, seja como deputado, seja como jornalista. Sempre tenho equipe na Baixada fazendo reportagens para melhorar a vida do povo de lá, vendo o que o povo precisa. Cobro dos prefeitos, mas sou imparcial. Oposição por oposição é burrice. Se o cara faz alguma coisa boa, eu elogio. Se não faz, pau nele.

Você passou muito perrengue na vida?

Eu? Eu era duro que nem um coco, chamava urubu de meu louro, testava bode de frente e dava milho a macaco. Teve uma época que eu vendia almoço para pagar a janta. E botava no jornal: vende-se mala por motivo de viagem. Já fui açougueiro, já vendi bala no açougue, trabalhei como garçom e tirava folga de discotecário na boate Zoom. Depois, fui vendedor de camisas Caravelle, lá de Nova Iguaçu. Pegava duas malas cheias de camisa, pegava um ônibus até a Praça Mauá, dali para a Saara e saía de loja em loja vendendo camisas Caravelle. Uma vez, o dono de uma loja falou para o meu pai: "Olha, ele vai ser artista. Ele é muito comunicativo". Mas naquela época meu pai achava que todo homem que queria ser artista era boiola. Nada contra os boiolas, cada um curte a sua. Mas naquela época se pensava assim: malandro era sambista, artista era boiola e mulher que fosse artista não prestava. Meu pai falou "de jeito nenhum", mas acabei virando artista. Foi uma época muito dura. Mas depois fiz faculdade, na Gama Filho.

De quê?

Direito. Graças a uma bolsa de estudo de um rapaz que gostava de mim, frequentava o mesmo grupo e era super humilde. Ele falava "faz prova para a Gama Filho", e eu respondia que não tinha como, porque trabalhava em dois períodos e não tinha como pagar a faculdade. Ele, então, disse: "Faz, que se você passar eu te dou uma bolsa". Eu não entendia qual era a do cara, mas fiz a prova, passei e cursei a faculdade graças a ele. Sabe quem é ele? O Deda. Sabe quem é Deda? O atual reitor da Gama Filho, professor Paulo César Gama Filho. E toda vez que eu encontro com o Deda agradeço a ele. Pouca gente sabe disso.

Uma característica marcante sua, até meio caricata e que você até brinca... (Wagner interrompe).

A minha perna! (risos). Eu fui o perneta que deu certo! (risos)

Conta para a gente como foi essa história...

Isso foi no dia 5 de novembro de 81. Eu passei por isso com muita tranquilidade, porque o que vale é o seu caráter, sua dignidade, a forma como você trata as pessoas. As pessoas valem por aquilo que são, não pelo que têm ou pelo cargo que ocupam. Eu estava estourando, saindo do nada, duro que nem um coco e começando a colocar a minha pipa no ar. Vim de São Paulo para o Rio, para cobrir o Caso Doca Street em Cabo Frio, e estava num triciclo, à noite, em Ipanema. Dei uma empinada, desci e o chão estava molhado. Quando entrei na Rua Maria Quitéria, eu catei o meio-fio e saí de lado. Era para bater o rosto ou a perna, aí eu preferi a perna, porque na época eu era bonitinho. Já fui flor do campo, agora sou tiririca do brejo. E perdi a metade da perna, mas dei a volta por cima e fui embora. Mas eu enfrento as dificuldades e sou temente a Deus, independentemente das religiões. Sou temente a Deus.

O deputado e apresentador Wagner Montes. Foto: Marcelo Theobald/Extra

E ser deficiente no Brasil é complicado?

Muito complicado. A acessibilidade é muito difícil. Neste próximo mandato vou me dedicar muito a isso. A minha contribuição à segurança pública tem sido boa, vai continuar sendo, mas vou apoiar muito esta causa. Quero estar ao lado da minha bancada nesta luta, e também junto com um menino, o Marcelo Freixo (PSOL), que graças a Deus foi reeleito, porque é uma pessoa sensacional, um menino corajoso, professor, que tem muita disposição e vou apoiá-lo na defesa dos direitos humanos para todos os humanos. Tenho aprendido muito com pessoas. Antigamente eu era muito radical, mas a gente vai vendo que as coisas são diferentes. Hoje, eu defendo a família do preso, vejo que não dá para colocar vinte num local que cabem cinco porque vai piorar a situação. Defendo os direitos dos policiais, mas sou mais abrangente. A convivência com pessoas inteligentes e com uma compreensão política maior do que a minha me fez aprender muitas coisas importantes.

Mas as pessoas não imaginam que o Wagner Montes aceite ideias de ninguém.

Podem me dar ideia à vontade. Faço palestras em universidades, sempre fica lotado e eu adoro falar. Dou meu email para o cara mandar sugestões, críticas porque sempre tive humildade em aceitá-las, desde que não seja só para avacalhar. Se alguém me criticar e eu achar que estiver errado, reconheço o erro na hora.

Este é o segredo para ter 500 mil votos?

Pois é. Vocês viram que toda hora vem gente aqui, para uma e salta do carro, outra grita escracha, porque eu sou assim, sou transparente. Eu cumprimento as pessoas, desde o vizinho à doméstica de Rio das Pedras, que vocês viram aqui. Outro dia, uma senhora me parou para dizer que a filha de 16 anos tirou o título para votar em mim. Isso emociona, mas aumenta a tua responsabilidade. Sei que estou incomodando muita gente. Gente considerada suprassumo pelos baba-ovos e puxa-sacos, que veem um cara ter uma votação dessa sem uma estrutura de campanha. Não teve carro rodando por aí. Tinha pouca coisa na Zona Oeste, na Leopoldina. Tinha algo em Niterói, São Gonçalo, Caxias, em dobradinhas com outros deputados, Miro, Zveiter. Sou pé-quente. Também, tenho um pé só. Se não for quente, estou ferrado (risos).

E o que é para você estar num partido fundado pelo Brizola, que tinha uma imagem muito diferente da sua, era um defensor da educação, dos direitos humanos...

É verdade, é verdade. Há muito tempo não via uma frase como a da Berenice Seara, do Extra. Uma coisa muito curta, mas muito grandiosa. Nunca mais (é interrrompido por uma eleitora e se emociona). Você vê como são as coisas. Vem uma eleitora, nem quer saber se você está gravando, vem abraça, beija, fala. Por isso que eu falei para um amigo meu noutro dia: "eu não mereço ser sacaneado". Eu não faço mal pra ninguém. E se eu fizer, foi involuntário. pode me procurar que eu vou dizer que errei. Mas voltando à frase: "PDT nasceu com Brizola e renasceu com Wagner Montes". Impressionante a força desta frase. E posso falar, porque eu só estive com a Berenice uma vez, e nem a conheço direito. Ela, inclusive, dá umas catucadas em mim, muito corretas. Eu sempre falo no PDT para eles me ensinarem a ser pedetistas, e de dois anos e meio para cá eu sou um defensor intransigente dos Cieps, não só pelo sistema de educação, mas pela ideia do Darcy e do Brizola, de possibilitar o pai e a mãe a trabalharem fora. Numa família com dois filhos, por exemplo, são três bocas a menos comendo em casa. A mãe pode trabalhar, pegar os filhos na escola, longe dos tentáculos da criminalidade. E no final de semana o Ciep viraria um clube social. Sem falar que as crianças recebem assistência médica, odontológica, voltam de banho tomado e barriguinha cheia, como diria o Brizola. À noite, teria curso profissionalizante e alfabetização de adultos. O atleta no Brasil não consegue se aprimorar por falta de espaço. O Ciep seria bom até para isso.

O deputado e apresentador Wagner Montes. Foto: Marcelo Theobald/Extra

Vamos voltar a falar um pouco do velho Wagner Montes. Muita mulher no currículo?

Já fui bom nisso. Na época do acidente, saiu uma revista com as mulheres do Wagner Montes, tinha duas misses Brasil, atrizes, mas a grande tacada foi a Sônia Lima. Eu estava em Campo Grande fazendo um show e tinha saído a Playboy da Sônia, que só fez para ajudar os pais a comprar a casa. Teve que explicar para o Silvio Santos e tudo. E quando saiu a revista, eu olhei e disse: "Meeeeeu Deus!". E eu trabalhava com a Sônia. Aliás, eu já tinha tentado namorar a Sônia, ninguém sabe disso. Antes de casar, ela era noiva e eu dava em cima dela direto. E ela, nada. Era serinha, não tinha papo. Quando terminou o noivado, eu fui dentro, né? (risos). Cheguei no papo e comecei a namorar, mas em dois meses ela me deu um pé na bunda. Disse que eu era galinha, que eu queria namorar todo mundo (risos).

E ela tinha razão?

Uma injúria, uma calúnia, quase a levei aos tribunais (risos). Claro que ela estava certa. Eu queria todo mundo mesmo. Imagina eu, vindo de Caxias, duro que nem um coco e indo parar na televisão, fazendo sucesso e com uma mulher linda que nem a Sônia Lima? Eu achava que era o cara e queria papar as outras também. Eu me achava o papa das galáxias!!! Mas depois, em 87, ela estava sozinha, acabamos namorando, noivamos e casamos em uma semana. Éramos amigos, confidentes. Foi fácil. Completamos 23 anos de casados, agora.

Mas ela também era assediada. Uma morenaça daquela, olhos verdes...

O quê?????? Ela sabia que era o seguinte... mas ela sempre foi muito tranquila, nunca tive preocupação. Dava o maior trabalho, mas eu não tinha medo dela, mas ficava preocupado com os caras, né? Do mesmo jeito que eu assediava, eles também assediavam. Mas eu falava: "Abre o olho, rapá!" Abre que é problema, vai dar feito no esqueleto. Mas o tempo foi passando, vieram os filhos, a vida em comum.

Mas foi muita gente?

Peguei muita gente mesmo. Mas só filé, hein!

Sem derrotas?

Tem derrotas também. Tinha uma moça, lá de Ipanema, que todo mundo queria pegar. Um dia ela falou pra sairmos nós dois. Fui pra casa, tomei um banho ajeitado, botei o perfume Vitesse, fiquei mais cheiroso que filho do barbeiro. Botei uma camisa mamãe sou forte, peito de pombo que nem galinho de briga, peguei o carro da minha mãe, e fui com ela. E disse "tu acertou em cheio". E ela: "Mas todo mundo me deseja". Eu: "Mas eu sou o melhor, é comigo mesmo, eu sou o cara. Faço chover, trovejar e relampejar". Mas naquela época a moda era cuba libre e gin tônica. E eu, que era fraco para bebida, tomei quatro gin tônica e três cuba libre, fiquei de porre e chamei ela: "aí, vambora para a nossa masmorra erótica". Fomos pro motel, liguei o chuveiro e eu, doidaço, deixei a água esquentar e dormi. Quando acordei, ela tinha escrito com o batom. Você é um tremendo cascateiro. Perdi a mulher. Derrota.

Ja brochou?

Já, já. Brochei umas seis vezes ou mais. Ou mais. Com a mesma pessoa, uma vez só. Mas já brochei. Se tiver com problema na cabeça, estressado, só com guincho da CET-Rio pra levantar, senão fica difícil (risos).

E fio terra? Tá na moda...

Paaaaaaaaaaara com isso. Não mexo com eletricidade. Não tenho nada contra, cada um tem seu fetiche, sua maneira, mas fio terra não é comigo. Minha conta vai até o 69, não passa pro setenta de jeito nenhum.

Está rico?

Ganho muito, graças a Deus. Muito mais do que preciso, mas menos do que mereço. Mas tenho um dos maiores salários da televisão, a Record sempre me valorizou, mas eu sempre trabalhei certinho, por isso fiquei 17 anos SBT, depois CNT e Record.

E sua relação com Deus e religião?

Na minha opinião, a religião atrapalha a fé. Acho que Deus é o ser maior, Deus é o caminho, a verdade, a vida. Deus é tudo. Se você tem fé em Deus, você descansa em Deus. Quando as portas se fecham, você acha que está tudo fechado, Deus sempre aparece porque Deus é um Deus doador. Deus não é cobrador. Na época do acidente, nunca me fiz de tadinho. O Marcos Imperial chegou no quarto do hospital para tirar um foto e disse para eu tapar a perna. Eu disse que não, fotografa porque eu sou assim daqui para a frente. Quem quiser gostar de mim, term que gostar assim. Mas as pessoas falam "você acredita tanto em Deus, porque acontece essas coisas?" Deus só permite que aconteça como se fosse o caminhão que passa na lombada para ajeitar a carga. Às vezes, ele quer dizer "várias vezes eu te avisei pra você cuidar de você, respeitar seu pai, sua mãe". Deus cura, mas de várias formas, até através dos médicos. Este é meu Deus, um Deus vivo dentro de mim.

O deputado e apresentador Wagner Montes. Foto: Marcelo Theobald/Extra

Política

Quando alguém poderia imaginar que eu e Alessandro Molon nos tornássemos amigos, eu e o Marcelo Freixo? Uma coisa que o Marcelo me falou, ele não vai ficar chateado. A filha dele, Isadora, me fez parar de fumar. E ela tem 12 anos. Ela chegava na Assembléia e tomava o cigarro de mim. O Marcelo falou que na urna, ela perguntou porque não se votava em dois deputados, porque queria votar nele e em mim. Quando ele me contou isso, as lágrimas caíram. Hoje trabalhamos em conjunto, votamos em conjunto, CPI das Milícias. Ele é um exemplo de dignidade e honradez, mesmo sendo adversário.

Aborto

Sou a favor da lei, da vida. Que sejam feitos os permitidos em lei (caso de estupro e risco de morte da mãe).

Pena de morte

Já fui a favor, inspirado no Amaral Neto, mas certamente a pena de morte atingiria só o PPP (preto, pobre e prostituta). Nos Estados Unidos, rico e branco não morrem. Sou a favor de se abrir os horizontes, de dar dignidade às pessoas. Pena de morte não vai resolver. Prisão perpétua para crimes hediondos eu sou a favor, inclusive para os do colarinho branco.

Maioridade penal

O Brasil quer chegar ao primeiro mundo. Lá o jovem mata 5, 6 e vai preso, mas lá a cadeia, que é uma privação da liberdade, te dá dignidade. As celas são limpas, as pessoas são tratadas como seres humanos. O sistema aqui é muito ruim, não recupera ninguém. É o país da hipocrisia. Do mesmo jeito que os políticos acham que o jovem pode votar e mudar os destinos da nação, se ele tem responsabilidade para isso, ele pode ter responsabilidade contra os crimes que cometeu, mas os contra a vida, que fique claro.

Drogas

É complicado. Sou contra. O pessoal só fuma porque é mais dificil? Não. Os jovens estão usando viagra pra não fazer feio. Acho que a legalização de drogas no Brasil, ainda não. Ainda. Pode ser que no futuro... Fui a favor da pena de morte, hoje sou contra. Não adianta liberar as drogas se não há sistema de saúde para defender o dependente químico. Tem que pensar nisso tudo.

Milícia

Nunca fui a favor. Achava, a exemplo de todos, como todo mundo, que a milícia poderia ajudar a polícia. Grupo de policiais, bombeiros que moravam em determinada região expulsariam os traficantes. No filme "Tropa de Elite 2", tem um "no começo o Bope achava que a mílicia seria aliada". E não. Quando eles começaram a cobrar taxas da população, eu me revoltei. Aí, é pau direto. Vamos continuar combatendo. No começo, todos achavam que era legal. Mas quando eles viraram o jogo, o povo virou também. Agora, a milícia tem que ser combatida, mas assim que sair a milícia tem que entrar o estado, senão o tráfico volta. Saiu a milícia, entra a polícia, a mão forte do estado. Mas tem que ter policiais suficientes para isso.

Poliçada

Defendo o bom policial, meto o pau no mau policial, e quando escracho o mau policial estou defendendo o bom policial. Não acho justo uma corporação de 38 mil homens, se 7.600 tiverem desvio de conduta são 20%. É justo que 80% que tem mulher, filho, mãe, serem achincalhados por causa de 20%? Não é justo. Existem maus médicos, advogados, jornalistas, existem maus profissionais em todas as profissões. O que não podemos é generalizar. Temos que extirpar as células ruins.

Futebol

Não dá nem para jogar. Sou perneta. Mas sou botafoguense. Dá só para apitar, mesmo assim se não for para correr muito. Mas morei 18 anos em São Paulo e lá eu sou Corinthians.

Comida

Lombo (risos). Do jeito que vier. Com limão, assado, cozido. Não gosto de jiló, mas se tiver que comer, eu como. Como qualquer coisa, se tiver necessidade.

Sonho

Um programa que eu gostaria de ter era à noite, para falar mais uma porção de coisas que eu gostaria. Para falar mais à vontade, soltar mais o bicho, pudesse falar que o cara é um... enfim, muitas coisas.

Ser prefeito

Não sou hipócrita. O cara que joga no Flamengo tem o sonho de ser convocado para a seleção brasileira, mas para chegar lá tem que estar muito bem preparado. Eu graças a Deus estou bem preparado fisicamente, mas tenho um mandato a cumprir. Ainda há muita coisa a fazer.

Extra Online

Programa inspirado no Bolsa Família exigirá acompanhamento escolar

Letícia Vieira

Cartão Família Carioca

As famílias mais carentes passarão a ficar mais atentas ao desempenho escolar de seus filhos. É o que pretende a Prefeitura do Rio ao implementar o Cartão Família Carioca a partir de novembro.

O programa será uma complementação ao Bolsa Família, atendendo cerca de 95 mil famílias (442 mil pessoas) com renda mensal per capita de até R$ 108.

Para receber o benefício, de cerca de R$ 90, haverá condições vinculadas à Educação que serão verificadas a cada bimestre. No Cartão Família Carioca, o aluno deve estar presente em 90% das aulas, desde a creche até o 9° ano.

Outro ponto principal é a exigência da participação do responsável nas reuniões bimestrais. O benefício será cortado após o segundo mês de descumprimento. Para as crianças que estão matriculadas em creches ou participam do Programa Primeira Infância Completa (PIC), a exigência é de comparecimento dos pais em 80% das reuniões do projeto Escola de Pais.

— As diretoras contam que há muitas faltas entre os alunos do segundo segmento pelo trabalho infantil. Não tenho dúvida de que o cartão $ajudar na melhoria dos resultados desses alunos — afirma a secretária municipal de Educação, Claudia Costin.

Segundo o prefeito Eduardo Paes, o programa vai fazer com que o Rio não tenha mais famílias na linha da pobreza.

— O investimento em Educação fará com que as famílias não dependam do programa no futuro — garante o prefeito.

Casos de Cidade: Extra Online

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Rio de Janeiro define bancada na Câmara dos Deputados

PMDB e PR conquistaram oito vagas, PT cinco, e PDT, PP e PSB três.
DEM, PSC, PSDB, PSOL e PV ficaram com duas cadeiras na Câmara.

Do G1 RJ

Com 100% das urnas apuradas, o Rio de Janeiro definiu seus representantes na Câmara dos Deputados. Anthony Garotinho (PR) foi o mais votado, com 694.862. Chico Alencar (PSOL) ficou em segundo, com 240.724.

PMDB e PR ficaram com oito vagas cada, PT com cinco, PDT, PP e PSB com três vagas cada, DEM, PSC, PSDB, PSOL e PV com duas vagas cada, e PC do B, PHS, PPS, PRB, PRTB e PTB com uma vaga cada.

1. GAROTINHO (PR) - 694.862
2. CHICO ALENCAR  (PSOL) - 240.724
3. LEONARDO PICCIANI (PMDB) - 165.630
4. VITOR PAULO (PRB) - 157.580
5. EDUARDO CUNHA (PMDB) - 150.616
6. ROMÁRIO (PSB) - 146.859
7. JANDIRA FEGHALI (PC do B) - 146.260
8. ALEXANDRE CARDOSO (PSB) - 142.714
9. WASHINGTON REIS (PMDB) - 138.811
10. ALESSANDRO MOLON (PT) - 129.515
11. JAIR BOLSONARO (PP) - 120.646
12. PEDRO PAULO  (PMDB) - 105.406
13. AROLDE DE OLIVEIRA (DEM) - 99.457
14. FILIPE PEREIRA (PSC) - 98.280
15. HUGO LEAL (PSC) - 98.164
16. DR ALUIZIO (PV) - 95.412
17. RODRIGO MAIA (DEM) - 86.162
18. LUIZ SERGIO (PT) - 85.660
19. JULIO LOPES (PP) - 85.358
20. OTAVIO LEITE (PSDB) - 84.452
21. STEPAN NERCESSIAN (PPS) - 84.006
22. ANDREIA ZITO (PSDB) - 82.832
23. MARCELO MATOS (PDT) - 80.862
24. SIMAO SESSIM (PP) - 77.800
25. RODRIGO BETHLEM (PMDB) - 74.312
26. SIRKIS (PV) - 73.185
27. ADRIAN (PMDB) - 72.824
28. ALEXANDRE SANTOS (PMDB) - 72.822
29. EZEQUIEL (PMDB) - 72.589
30. BENEDITA (PT) - 71.036
31. SERGIO ZVEITER (PDT) - 65.826
32. MIRO TEIXEIRA (PDT) - 63.119
33. GLAUBER (PSB) - 57.549
34. FRANCISCO FLORIANO (PR) - 57.018
35. EDSON SANTOS (PT) - 52.123
36. BITTAR - (PT) -51.933
37. WALNEY ROCHA (PTB) - 51.203
38. DR ADILSON SOARES (PR) - 51.011
39. ZOINHO (PR) - 44.355
40. FELIPE BORNIER (PHS) - 44.236
41. NEILTON MULIM (PR) - 41.480
42. DR PAULO CESAR (PR) - 33.856
43. LILIAM SA (PR) - 29.248
44. AUREO (PRTB) - 29.009
45. PAULO FEIJO (PR) - 22.619
46. JEAN WYLLYS (PSOL) - 13.018

G1 - notícias em Eleições 2010

Rio de Janeiro define bancada na Assembleia Legislativa

PMDB ficou com o maior número de vagas, 12 no total.
PDT ficou com 11, PR com nove e PT com seis vagas na Alerj.

Do G1 RJ

Com 100% das urnas apuradas, o Rio de Janeiro definiu seus representantes na Assembleia Legislativa do estado (Alerj). Wagner Montes (PDT) foi o mais votado, com 528.628. Marcelo Freixo (PSOL) ficou em segundo, com 177.253.
PMDB ficou com o maior número de vagas, 12 no total, PDT com 11, PR com nove, PT com seis, PSB e PSDB com quatro cada, PPS e PSC com três cada, PMN, PP, PRB, PSOL E PV com dois cada, e DEM, PC do B, PRP, PRTB, PSDC, PT do B, PTB e PTN com uma vaga cada.

1. WAGNER MONTES (PDT) - 528.628
2. MARCELO FREIXO (PSOL) - 177.253
3. SAMUEL MALAFAIA (PR) - 34.515
4. PAULO MELO (PMDB) - 121.684
5. CLARISSA GAROTINHO (PR) - 118.863
6. ALEXANDRE CORREA (PRB) - 112.676
7. PEDRO AUGUSTO (PMDB) - 111.407
8. RAFAEL PICCIANI (PMDB) - 96.034
9. DOMINGOS BRAZÃO (PMDB) - 91.774
10. CIDINHA CAMPOS (PDT) - 89.553
11. CARLOS MINC (PT) - 87.210
12. EDSON ALBERTASSI (PMDB) - 83.254
13. EDINO FONSECA (PR) - 77.061
14. DIONISIO LINS (PP) - 75.707
15. CHRISTINO ÁUREO (PMN) - 74.336
16. PEDRO FERNANDES (PMDB) - 69.571
17. LUCINHA (PSDB) - 67.035
18. ANDREIA DO CHARLINHO (PDT) - 62.599
19. SABINO (PSC) - 62.522
20. GRAÇA (PMDB) - 61.294
21. DICA (PMDB) - 59.220
22. FLAVIO BOLSONARO (PP) - 58.322
23. RAFAEL DO GORDO (PSB) - 55.831
24. ANDRE CORREA (PPS) - 55.484
25. MARCIO PANISSET (PDT) - 55.027
26. MARCOS ABRAHAO (PT do B) - 52.525
27. MARCOS SOARES (PDT) - 52.099
28. ANDRÉ LAZARONI (PMDB) - 49.839
29. FABIO SILVA (PR) - 47.939
30. COMTE (PPS) - 45.541
31. MARCELO SIMÃO (PSB) - 45.046
32. ALESSANDRO CALAZANS (PMN) - 44.549
33. MIGUEL JEOVANI (PR) - 44.135
34. GUSTAVO TUTUCA (PSB) - 44.015
35. BERNARDO ROSSI (PMDB) - 43.607
36. ROGERIO CABRAL (PSB) - 43.215
37. IRANILDO CAMPOS (PR) - 42.398
38. CHIQUINHO DA MANGUEIRA (PMDB) - 39.740
39. ROBERTO DINAMITE (PMDB) - 39.730
40. MARCIO PACHECO (PSC) - 39.537
41. PAULO RAMOS (PDT) - 39.023
42. RODRIGO NEVES (PT) - 38.856
43. CORONEL JAIRO (PSC) - 38.791
44. GRACA PEREIRA (DEM) - 38.746
45. RICARDO ABRAO (PDT) - 37.742
46. GILBERTO PALMARES (PT) - 36.519
47. MARCUS VINICIUS – NESKAU (PTB) 35.508
48. ALTINEU CORTES (PR) - 35.176
49. GERSON BERGHER (PSDB) - 35.069
50. WAGUINHO SEMPRE JUNTOS (PRTB) - 34.820
51. ASPASIA (PV) - 34.733
52. LUIZ PAULO (PSDB) - 34.502
53. CLAISE MARIA ZITO (PSDB) - 33.664
54. JOAO PEIXOTO (PSDC) - 33.203
55. FELIPE PEIXOTO (PDT) - 32.855
56. SAMUQUINHA (PR) - 32.563
57. ROBERTO HENRIQUES (PR) - 32.369
58. SALOMÃO (PT) - 31.249
59. ZAQUEU (PT) - 30.583
60. INÊS PANDELÓ (PT) - 28.798
61. JOSE LUIZ NANCI (PPS) - 28.798
62. BEBETO TETRA (PDT) - 28.328
63. LUIZ MARTINS (PDT) - 26.002
64. MYRIAN RIOS (PDT) - 22.169
65. GERALDO MOREIRA (PTN) - 21.987
66. ENFª REJANE (PC do B) - 21.033
67. THIAGO PAMPOLHA (PRP) - 19.329
68. XANDRINHO (PV) - 16.151
69. ROSANGELA GOMES (PRB) - 10.586
70. JANIRA ROCHA (PSOL) - 6.442

G1 -  notícias em Eleições 2010

'Rio passa por momento ruim no quesito segurança pública', diz Paes

POR BEATRIZ SALOMÃO

Rio - O prefeito Eduardo Paes disse nesta sexta-feira, durante entrevista no Palácio da Cidade, que o Rio passa um momento ruim no quesito segurança pública. Ele lembrou que a Prefeitura apoia as políticas de segurança do estado e lembrou a cooperação já feita para 'Operação Duas Rodas', que conta com reboques e agentes do município.

"Sempre temos preocupação com o tema da segurança. Existe uma política de segurança pública que tem total apoio da Prefeitura do Rio e da Secretaria da Ordem Pública", declarou o prefeito. De acordo com Paes, o município tem uma função "complementar" em relação ao combate à violência.

O dirigente comentou sobre "o momento ruim no quesito segurança pública" durante a criação do Legadômetro, uma  a comissão que será formada pelos secretários de Urbanismo, Obras, Meio Ambiente e Transportes, que avaliará cada projeto enviado para as obras das Olimpíadas de 2014. Serão dadas notas de um a cinco aos projetos, nos quesitos economia, urbanismo, social e ambiental.

Os resultados serão divulgados no site 'transparência olimpíca', que terá um painel em cada obra informando a avaliação de cada obra e terá o formato de um termômetro. Os projetos que forem analisados negativamente pela comissão, serão reprovados e voltarão para ajustes.

O DIA ONLINE - RIO

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mudanças no policiamento do Rio começam nesta sexta-feira

Últimos arrastões fizeram PM antecipar projeto de policiamento aéreo

POR VANIA CUNHA

Rio - A Polícia Militar confirmou, na noite desta quinta-feira, que vai reforçar as ações em áreas de maior incidência de crimes com a implantação do patrulhamento aéreo, como uma nova estratégia da corporação para inibir ações de bandidos em arrastões pela cidade. Como o Dia Online já havia noticiado com exclusividade horas antes, o projeto começou a ser analisado no início deste ano e segue padrões que já são aplicados em cidade de São Paulo. A medida começará a funcionar nesta sexta-feira e também contará com reforço de viaturas comuns e motocicletas no patrulhamento.

Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia

Logo após os dois ataques, policiamento foi reforçado no Elevado Paulo de Frontin | Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia

O policiamento aéreo poderá ser útil para passar informações aos PMs em viaturas e motos, sobre a movimentação de bandidos. Com uma visão privilegiada, as aeronaves poderão facilitar as ações de repressão por terra.

Helicópteros blindados

Uma frota de helicópteros comuns e blindados, já em processo de compra, vai reforçar o patrulhamento aéreo da Região Metropolitana da cidade. O projeto prevê a aquisição para o Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM) da Polícia Militar de 16 aeronaves, que vão permitir vigiar as vias expressas, bairros e favelas.

“O uso do helicóptero no patrulhamento permite baixar os índices de violência, já que a presença dele inibe a ação de criminosos. Sem contar que este recurso como apoio permite a redistribuição das viaturas, aumentando a área de atuação e a eficácia do policiamento”, define o comandante do GAM, tenente-coronel Eduardo Ribeiro.
Seis dos helicópteros da nova frota serão Esquilos — leves e com o tamanho adequado para o patrulhamento. Todas as aeronaves receberão pintura chamada de Natu Green, uma tonalidade de verde que, dependendo do ângulo que se vê, muda de cor. É uma espécie de camuflagem para se adaptar a todo tipo de ambiente e dificultar a visualização pelos bandidos.

As aeronaves blindadas, do modelo Bell Huey 2, têm custo aproximado de R$ 6,9 milhões cada. Uma delas, americana, já batizada pelos PMs de ‘Sapão’, chegará ao GAM em janeiro. O aparelho receberá blindagem em toda a sua estrutura e transporta até 15 policiais. Também foi escolhido o modelo Black Hawk, com blindagem para suportar tiros de fuzil 7.62. Mesmo atingido, consegue pousar com segurança, já que possui duas turbinas. Os dois helicópteros serão usados tanto em ações de apoio ao Batalhão de Operações Especiais (Bope), quanto no resgate a vítimas de calamidades.

Nova onda de arrastões assusta motoristas

Uma nova onda de arrastões voltou a deixar motoristas desesperados no Rio. Em menos de 24 horas foram mais três ataques: um em Botafogo, nesta quarta-feira à noite; e dois no Elevado Paulo de Frontin, na saída do Túnel Rebouças, no Rio Comprido, a 200 metros de uma cabine da PM, na noite de terça-feira e na manhã de quarta-feira.

Mudança de comando na PM

Nesta quinta-feira, o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, mudou o comando de 12 batalhões e cinco diretorias. Segundo informações da corporação, essas mudanças têm diversos motivos e parte já estava planejada. No entanto, depois dos acontecimentos das últimas semanas, essas modificações de combate aos criminosos se tronaram necessárias.

"O mais importante é que a PM, mais do simplesmente trocar pessoas, está analisando que mudanças podem ser feitas na forma de prestar o serviço da Segurança Pública à população. Algumas das mudanças têm critérios estritamente técnicos, como a nomeação do major Fábio Cajueiro no posto de coordenador de Análise Criminal. Cajueiro foi um dos principais criadores do atual sistema de estatística usado no Instituto de Segurança Pública, informava nota da corporação.

Ainda de acordo com informações da PM, outras alterações de comandantes acontecem por força de promoção de alguns oficiais, como é o caso de Copacabana, onde o então tenente-coronel Rogério Martins Seabra conseguiu grandes reduções nos índices de criminalidade e, uma vez promovido a coronel, deixa a unidade para ser diretor geral de Finanças da corporação.

"Os recentes assaltos que traumatizam alguns cidadãos e, por força da repercussão, causam abalo na sensação de segurança da maioria serão, com certeza, alvo de medidas rigorosas tanto do comando da corporação quanto por parte dos novos comandantes das áreas mais atingidas".

De acordo com informações enviadas por nota, a estratégia que a corporação adotou para combater estes crimes baseia-se na prevenção/repressão, através do mapeamento das áreas em que as atividades criminosas vêm acontecendo.

"É importante esclarecer que os roubos de veículos quantitativamente vem diminuindo em nosso estado e que a maior parte das mudanças de comando anunciadas, nesta quinta-feira, já haviam sido planejadas anteriormente. A oportunidade de que fossem realizadas agora, tem por objetivo fazer com que os comandantes nomeados se debrucem sobre essa nova metodologia de crime".

O DIA ONLINE - RIO