domingo, 15 de agosto de 2010

Recompensa por netos que tramaram a morte de administrador do Caju

Disque Denúncia

Divulgação

O Disque Denúncia oferece recompensa de R$ 2 mil reais por informações que levem a captura de Marcus Vinícius Rodrigues dos Santos, de 28 anos, e Paulo Palmieri Rodrigues dos Santos, de 29 anos, suspeitos de mandarem assassinar o avô, o administrador do Cemitério do Caju, Paulo Francisco Rodrigues, de 81 anos, em Maio de 2010.

Os foragidos, que trabalhavam com o avô, foram demitidos por ele. Os dois teriam perdido o emprego, após a divulgação, de fevereiro, em um esquema de falsificação de atestado de óbito emitido em nome do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na Rocinha.

Paulo morreu com dois tiros na nuca logo após sair de casa, no Encantado. Com a prisão de Leonardo Correa dos Anjos, de 23 anos, integrante de um grupo de matadores de aluguel a Delegacia de Homicídios, revelou que o crime foi encomendado pelos dois netos da vítima, mediante pagamento de R$ 5 mil que foram pagos em duas parcelas, sendo uma de R$ 3 mil e R$ 2 mil depois da empreitada. Os netos teriam recomendado que o homicídio, peracesse um roubo de seguido de morte. Leonardo, Marcus e Palmieri foram indiciados por homicídio triplamente qualificado. Somadas as penas, cada um pode pegar 30 anos de prisão.

Quem tiver alguma informação sobre o paradeiro de Marcos Vinícius e Paulo Palmieri, ligue (21) 2253-1177. O anonimato é garantido.

Casos de Polícia: Extra Online

Com UPPs, Tijuca celebra a rotina sem violência

Pacificação de cinco comunidades devolve ao morador do bairro o gosto de sair de casa e poder circular por locais que antes eram evitados

POR VANIA CUNHA

Rio - ‘Isso aqui está uma tranquilidade, parece cidade do interior”. Há dois meses, a aposentada Severina Marques Barros, 87 anos, nem sonhava afirmar que a Tijuca poderia, sim, ser um bairro seguro para se viver. Subjugados pela violência imposta pelo tráfico durante décadas, moradores da região agora veem, com a implantação de cinco Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), a volta de uma normalidade há muito perdida.

Desde que foi morar na Tijuca há 13 anos, a aposentada testemunhou todo tipo de terror. Só em 2009, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), houve 41 assassinatos e 1.953 roubos a pedestres, mais de 162 por mês. Em outubro, a audácia dos bandidos chegou ao ápice, quando traficantes que invadiram o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, derrubaram um helicóptero da PM, matando três policiais.

Morador do Maracanã, Vitor Pires levou o filho João Gabriel para ver chafariz da Saens Pena | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

A comunidade deve ser a próxima a receber uma UPP. Com a pacificação da maioria das favelas da região, dobrou o trabalho para o entregador de quentinhas Douglas da Silva Miranda, 19 anos. Desde maio, quando houve a primeira ocupação, do Morro do Borel, o número de pedidos aumenta. “Recebemos chamados até das favelas. Antes, não podíamos passar em trechos das ruas São Miguel, Conde de Bonfim e Medeiros Pássaro. Era muito perigoso. Agora, não tem mais rua proibida de passar”, conta.
Douglas, que viu as gorjetas crescerem, tem outro motivo para festejar: “Já reúno a família na minha casa, no Morro da Casa Branca, sem medo. Sentia muita falta da minha tia, que mora na Formiga, e nunca podia ir lá pela rivalidade do tráfico. A gente só se via no Natal, na casa da minha avó, em Niterói”.

O advogado J., 43 anos, morador da Tijuca desde que nasceu, lembra com emoção a primeira noite em que dormiu sem o barulho de tiros. “Sentia que faltava algo, mas não sabia o quê. Quando me dei conta de que os disparos tinham silenciado para sempre, chorei. Amo este bairro e sempre quis que ele fosse um lugar bom para criar os meus filhos. Hoje, saio de casa com a certeza de que uma bala não vai atravessar a janela e atingir minha família. Gostaria que as autoridades trabalhassem para que essa paz durasse os próximos 43 anos”, torce.

O delegado Luís Cláudio Cruz, da 19ª DP (Tijuca), ressalta que, antes das UPPs, a polícia havia desestruturado as quadrilhas da região: “Conseguimos 55 mandados de prisão e cumprimos 35. Com as ocupações, poderemos nos dedicar mais às investigações de outros crimes”.

Em vez de shopping, praça vira opção

A sensação de segurança que domina o bairro fez com que a dona de casa Lucile Silva Maciel, 30 anos, se ‘aventurasse’ a brincar com a pequena Marina, de 2, na Praça Saens Pena. A cena era inimaginável para ela, que todos os anos sai de Caxambu (MG) para passar férias com parentes na Tijuca. “Só ia ao shopping porque tinha medo de passear pela rua. Nunca trouxe minha filha para a praça. Mas vi as notícias e estou percebendo a mudança. As pessoas estão muito mais tranquilas”, avalia.

Outro que passou a frequentar a praça com o filho é o analista de telecomunicações Vitor Faria Pires, 30. Vendo a felicidade de João Gabriel com o chafariz da praça, o morador do Maracanã faz sua análise: “A UPP é uma solução para diminuir a violência. Quando a gente tem filho, fica mais consciente, mais preocupado com o tipo de sociedade em que ele vai crescer”.

Para o presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), Pedro Carsalade, a procura de moradores de outros bairros por imóveis na Tijuca vai elevar os preços em até 40% e atrair novos empreendimentos.
“Apesar da infraestrutura excelente, o bairro sofria com a violência do tráfico. Houve um período em que os preços caíram 60%, e o que mais se via eram placas de venda ou aluguel. Mas a situação já se reverteu”.

Em vez do medo da violência, o bate-papo nos bares

A nova rotina dos tijucanos também pode ser apreciada à noite. Passava das 19h, quando equipe de O DIA chegou à Praça Afonso Pena, lotada em plena quarta-feira: adultos se exercitando, crianças brincando, idosos disputando torneios de damas e casais namorando. Nem o frio espantou grupos de amigos do bate-papo nas mesas dos bares. “Já deixamos de sair várias vezes por medo da violência. Antes, a opção para não sair do bairro era sempre a praça de alimentação do shopping”, lembra a professora Maria Emília Barros, 36 anos.

A jornalista Roberta Cavalcante, 33, confessa que esperava o dia amanhecer para voltar das festas. “Não me sentia segura de voltar para casa de madrugada. Meus amigos tinham medo de vir para cá, achavam perigoso. Agora querem frequentar os bares da Tijuca”, conta.

A estimativa da Associação Comercial do Rio segue a linha positiva. “A Tijuca tem o terceiro melhor comércio de rua do Rio. A consolidação das UPPs pode fazer com que a valorização do comércio aumente em torno de 50% até maio de 2011”, estima Daniel Plá, presidente do Conselho Empresarial de Varejo da associação. “Essa segurança é uma oportunidade para o retorno de estabelecimentos que migraram e aumento de outros. Certamente haverá crescimento porque os lojistas vão optar pelas lojas de rua, já que os custos delas são menores”, ressalta.

O DIA ONLINE - RIO

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Morre no Rio menina com suspeita de maus-tratos atendida por falso médico

Criança de 5 anos sofreu uma parada cardíaca na noite desta sexta-feira.
Menina estava internada em coma desde 19 de julho.

Tássia Thum e Mylène Neno Do G1 RJ

A menina de 5 anos, suspeita de ter sofrido maus-tratos e atendida por um falso médico, morreu no início da noite desta sexta-feira (13). De acordo com o médico Hilton Magno Corrêa, a criança sofreu uma parada cardíaca. Ela estava internada em coma desde o dia 19 de julho, no Hospital Amiu, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.

Antes de dar entrada na unidade, ela passou por outros dois hospitais. No Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, ela foi atendida por um falso médico.

De acordo com o delegado Luiz Henrique Marques, da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) e responsável pelas investigações, o falso médico é um estudante de medicina. A polícia informou ainda que o aluno teria aplicado um anticonvulsivo, e liberado a paciente desacordada.

Peritos querem esclarecer coma

Com a morte da menina, os peritos esperam esclarecer o que causou o coma na criança. Ela também apresentava uma mancha nas nádegas, que segundo  laudo do IML, pode ser uma queimadura. A polícia investiga a causa da mancha e se a mesma tem algum tipo de relação com o coma e com as convulsões que a menina teve.

"As investigações continuam. A primeira em relação a menina, e a segunda em relação ao falso médico", afirmou o delegado que lamentou o falecimento da criança.

Estudante de medicina deixou delegacia com o rosto coberto Estudante de medicina deixou delegacia com o rosto
coberto (Foto: Tássia Thum/G1)

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu uma sindicância na quinta-feira (12) para apurar o atendimento prestado à menina.

Estudante diz que foi contratado por médica

O estudante de medicina que teria atendido a menina prestou depoimento a polícia na quarta-feira (11).  De acordo com o delegado, o aluno admitiu que foi contratado por uma empresa terceirizada de propriedade de uma pediatra do Hospital Rio Mar para trabalhar no local.

Procurado pelo G1, o Hospital Rio Mar informou, por meio de sua assessoria, que a pediatra que seria responsável pela contratação do falso médico foi afastada da unidade. A direção do hospital estuda ainda a possibilidade de processar a médica. Ela trabalhava há 5 anos como coordenadora do hospital.

Aluno responderá por 4 crimes

Segundo o delegado, o falso médico confessou ter roubado o registro de um outro profissional, além de aplicar na criança uma dose da substância fenobarbital, indicada para crises convulsivas. De acordo com o policial, o estudante vai responder por tráfico de drogas por ter aplicado uma substância que pode causar dependência química, além dos crimes de exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica e falsidade de documentos públicos.

Luiz Henrique Marques disse ainda que a pediatra responsável pela contratação também vai responder pelos mesmo crimes, já que foi comprovado que ela sabia da existência do falso médico.

Pais brigaram na Justiça pela guarda da filha

Desde o nascimento da menina, os pais brigaram na Justiça para ficar com a filha. Em maio, o pai conseguiu a guarda da criança alegando alienação parental, porque a mãe estaria colocando a menina contra ele. A mãe ficou 90 dias proibida de vê-la. Os pais trocam acusações do que teria provocado as manchas nas nádegas da criança.

G1 - notícias do Rio de Janeiro

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Netos mandaram matar o administrador do Cemitério do Caju

Athos Moura

Estão foragidos

Leonardo Correa / Wania Corredo

A Delegacia de Homicídios (DH) apresentou, nesta quinta-feira, Leonardo Correa dos Anjos, de 23 anos, apontado como um dos participantes no assassinato do administrador do Cemitério do Caju Paulo Francisco Rodrigues, em maio deste ano. De acordo com o delegado titular da DH, Felipe Ettore, o crime foi encomendado pelos netos de Paulo Francisco, os irmãos Marcus Vinícius Rodrigues dos Santos, de 28 anos, e Paulo Palmieiri Rodrigues dos Santos, de 29.

Segundo Ettore, os irmãos trabalhavam com o avô, mas depois de diversas brigas e um suposto envolvimento da dupla na falsificação da certidão de óbito do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, da Rocinha, eles foram demitidos. Os irmãos, que estão foragidos, contrataram assassinos de aluguel da Abolição, Zona Norte do Rio, por R$ 5 mil. A quantia foi paga em duas parcelas, uma de R$ 2 mil e outra de R$ 3 mil para não levantarem suspeitas, movimentando grande quantia de dinheiro de suas contas bancárias.

Paulo Francisco foi assassinado em 10 de maio, na porta de casa, em Água Santa, quando saía para trabalhar com seu motorista. Em depoimento na DH, Leonardo Correa contou que os mandantes do crime forneceram todos os detalhes da rotina da vítima, e exigiram que o crime fosse forjado para parecer uma tentativa de assalto. Por isso, pouparam a vida do motoristas e levaram pertences da vítima. Leonardo deu cobertura à ação, e quem efetuou os dois disparos na nunca de Paulo Francisco foi Bruno Sá Simão Saviti, de 20 anos, morto 14 dias depois, em circunstâncias ainda investigadas pela DH.

Os três foram indiciados por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima e mediante promessa de pagamento. A pena pode chegar a 30 anos.

Casos de Polícia: Extra Online

Diretor diz que acidente com jato foi causado por pane

Rio - O diretor de operações da OceanAir Táxi Aéreo, Ricardo Santos, disse nesta quinta-feira que o acidente com o jato Learjet durante o pouso no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, foi causado por uma pane. De acordo com Santos, a aeronave não havia apresentado nenhum problema antes.

Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia

Trabalho de remoção do jatinho da Baía terminou no final da tarde | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia

Conforme o diretor, o piloto percebeu a falha logo depois de decolar do aeroporto. Ele, então, retornou ao Santos Dumont, que deslizou na pista, tentou parar com uma volta na pista, mas acabou caindo no mar. Para Santos, o piloto realizou o procedimento correto. "Foi uma operação segura, mesmo com a aeronave tendo parado no quebra-mar, a 2 m da cabeceira da pista. Foi um pouso de emergência seguro", afirmou.

Ainda segundo o diretor, a investigação vai determinar se a pane foi mecânica ou eletrônica. O problema cortou a comunicação do piloto com a torre e ele teve que acionar um dispositivo para avisar o comando que estava em uma emergência.

A empresa já iniciou a investigação, em conjunto com o Centro de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), para apurar os motivos da pane. O diretor informou ainda que um relatório preliminar vai indicar a provável causa e deve ficar pronto em cinco dias. A análise mais aprofundada sobre o acidente deve sair em 30 dias, mas o prazo pode ser prorrogado até 90 dias.

Três pessoas estavam a bordo

O jato caiu com três pessoas a bordo. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o acidente ocorreu durante o pouso da aeronave, que deslizou na pista e ficou parcialmente submersa. As três pessoas foram resgatadas com vida.

"O avião não conseguiu pousar na pista. A Infraero resgatou os passageiros  que se encontram no Posto de Primeiros Socorros do aeroporto. As vítimas do acidente passam bem", informou a Infraero através de sua página no Twitter.

O plano de voo da aeronave incluía uma parada no Aeroporto Internacional Tom Jobim, onde a apresentadora Xuxa embarcaria para Recife - lá ela participaria de um desfile. Xuxa nem chegou a sair de casa. De acordo com a Infraero, o avião teria deslizado na pista depois de ter um dos pneus furados quando tentava pousar - o acidente ocorreu às 9h16.

O DIA ONLINE - RIO

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Batata, vereador de Magé, será julgado por assassinato

O juiz Daniel Vianna Vargas, da Vara Criminal de Magé, decidiu levar a júri popular o vereador Genivaldo Ferreira Nogueira, o Batata. Ele é acusado de ser o mandante do assassinato do também vereador Alexandre Augusto Pereira Alcântara, morto a tiros em 16 de janeiro de 2002, após uma emboscada na Estrada Rio-Magé. A vítima estava num carro, acompanhada de sua mãe, Edilia Rodrigues Pereira de Alcântara, e do motorista Arnaldo de Souza Santos, que também foram mortos.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime teria sido praticado por vingança política porque, na época, Batata era presidente da Câmara de Vereadores de Magé e adversário político de Alexandre. O MP registrou ainda que era de conhecimento de todos que a vítima possuía como ideal realizar uma reforma administrativa na Câmara a fim de reduzir os poderes concentrados nas mãos do presidente. A vítima estava, ainda, elaborando um dossiê relatando diversas irregularidades ocorridas na administração do acusado.

O triplo homicídio, de acordo com a acusação, foi cometido mediante recurso que tornou impossível a defesa das vítimas, pois os assassinos perseguiram o veículo, efetuando diversos disparos, sem que as vítimas tivessem a oportunidade de sair de dentro do carro. A mãe do vereador Alexandre e seu motorista teriam sido assassinados também para assegurar a impunidade do crime.

O juiz decidiu que Batata poderá recorrer em liberdade, uma vez que existe decisão superior neste sentido. O julgamento do vereador ainda não tem data prevista para ser realizado.

Casos de Polícia: Extra Online