quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Engenheiro é morto com tiro na nuca em Icaraí

Corpo é encontrado em cima do volante do próprio carro


Bartolomeu Brito



Rio - Policiais da 77ª DP (Icaraí) investigam a morte do engenheiro aposentado da Petrobras Antonio Carlos Azevedo Farias Diniz, que foi executado nesta quarta-feira à noite, com um tiro na nuca, ao volante de seu carro, um Siena placa LRH 2347.

O carro estava estacionado na Rua Miguel Couto, em frente ao 403, esquina com a Rua João Pessoa, em Icaraí, zona sul de Niterói. O corpo foi encontrado por uma patrulha do 12º BPM (Niterói) e foi levado para o IML de Tribobó.

Polícia investiga a hipótese dos crimes estarem relacionados

Arthur Rosa



Rio - Quatro homens foram mortos na madrugada desta quinta-feira, em diferentes pontos de Duque de Caxias, na Baixada. A polícia investiga a hipótese dos crimes estarem relacionados.

A primeira morte ocorreu logo no início desta madrugada. Cláudio Barreto de Araújo, de 27 anos, foi baleado com um tiro na cabeça na Rua Santo Antônio, na altura do número 700, em Vila São Luís.

Logo depois, no mesmo bairro, policiais encontraram o corpo de outro homem não identificado na esquina das Ruas Santa Teresa e Serrano, em Duque de Caxias.

Outra vítima, também não identificada, foi levada para o Hospital de Duque de Caxias, mas não resistiu aos ferimentos. Ainda não foram divulgados os detalhes do crime.

O quarto assassinato ocorreu na Vila Uruçaí, em Duque de Caixas. Um homem foi atingido por vários tiros e morreu no local.

Todos os casos serão investigados pela 60ª DP (Duque de Caxias).

Criança de 2 anos morreu com queda acidental, acredita delegado

Em depoimento, babá confessou que menina caiu de uma altura de 50 cm.
Revoltados com a morte, moradores incendiaram residência da babá.

Do G1, no Rio

O delegado titular da 54ª DP (Belford Roxo), José Mário Omena, afirmou na tarde desta quarta-feira (3) que as investigações sobre o caso da babá suspeita de envolvimento na morte de uma criança de 2 anos estão chegando ao fim. Segundo ele, o laudo do Instituto Médico-Legal está condizente com o depoimento da suspeita, que afirma que a morte foi um acidente.

De acordo com o delegado, a babá afirmou em novo depoimento nesta terça-feira (2), que a criança escorregou de sua mão durante o banho, caindo de uma altura de 50 centímetros.

“O laudo do IML aponta ação contundente, com equimose no cristal ilíaco à direita. Ou seja, essa região é próxima ao quadril. É pouco provável que alguém mate uma pessoa dando socos no quadril”, argumentou o delegado.



Investigações continuam

Omena a firmou ainda que para haver uma conclusão do caso, um perito legista terá que ser consultado para detalhar os motivos da morte da menina. Segundo ele, isso deve acontecer nesta sexta-feira (5).

O delegado também afirmou que a babá poderá responder no máximo por homicídio culposo. Indícios sugerem que não houve o crime de agressão, explicou o delegado, já que no laudo não está explícito uma lesão típica de espancamento.



Pai já havia relatado versão ao delegado

O pai da criança disse, em depoimento na segunda-feira (1º), que a babá teria confessado para o marido ter deixado a criança cair. Após ter escutado a nova versão da história, o marido teria relatado ao pai da vítima.



Segundo a polícia, o atestado de óbito indica que a causa da morte foi hemorragia interna com ruptura hepática, com ação contundente. A babá chegou a levar a criança a um posto médico, mas a menina já teria chegado ao local morta.



A criança foi enterrada na manhã de domingo (30), no Cemitério da Solidão, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.



No primeiro depoimento, babá afirma que o dia tinha sido normal

De acordo com o delegado, a babá, ouvida pela primeira vez na sexta-feira (28), teria contado à polícia que o dia transcorrera normalmente, exceto pela criança não ter comido nada. A babá disse ter notado que a menina havia vomitado. Ela então a limpou e a levou para a casa dos pais da menina, onde teria feito um mingau.



A família tem ainda mais dois filhos, que ficavam com outra vizinha. Já a babá, suspeita do crime, tem um filho de 10 anos.

Ainda de acordo com o primeiro depoimento prestado pela babá, a criança estava roxa e gelada, mas não possuía hematomas. Ela decidiu então pedir ajuda a dois vizinhos que resolveram levá-la ao hospital (Unidade Mista do Lote XV).

O médico constatou a morte da criança e chamou um policial militar para que ele comunicasse à delegacia a remoção do cadáver.



Moradores incendeiam casa da babá

Revoltados, moradores incendiaram parte da casa onde a suspeita mora, também em Belford Roxo. A delegacia que investiga o caso informou que deve chamar a babá para esclarecimentos. De acordo com o delegado, nenhuma hipótese pode ser descartada. Omena informou que como não há testemunhas, precisará de provas técnicas para avaliar o caso.

Marcello Novaes vai à boate com polícia para esclarecer confusão

Segundo polícia, visita era para saber o posicionamento das câmeras.
Músico amigo de Novaes deve ir à delegacia reconhecer quarto suspeito.

Do G1, no Rio

O ator Marcello Novaes esteve com o delegado adjunto Gustavo Valentini, da 15ª DP (Gávea), na tarde desta quarta-feira (3), na boate 00, na Gávea, Zona Sul do Rio. A intenção era entender como aconteceu a confusão envolvendo o ator e o músico Fábio Mondego, no dia 21 de novembro.

De acordo com a polícia, foi necessário ir até a boate porque eles tinham as imagens do dia da briga, mas não sabiam onde as câmeras estavam posicionadas e o que foi filmado.

Nesta quinta-feira (4), o músico Fábio Mondego deve ir à delegacia para reconhecer um quarto suspeito. De acordo com a polícia, o depoimento do estudante Jomar Duarte Bittencourt Júnior, 23 anos, suspeito que teria jogado bebida no músico foi convincente. Ele negou qualquer participação e apontou o quarto envolvido.

O próximo passo, de acordo com a polícia, será ouvir todos os seguranças da boate que estavam trabalhando no dia, para esclarecer ainda alguns fatos.



Suspeito depõe

Um dos suspeitos de ter participado da confusão admitiu ter empurrado o músico Fábio Mondego. O homem, identificado apenas como Marcelo, prestou depoimento na 15ª DP (Gávea) na manhã desta quarta-feira (3).


Segundo o delegado adjunto, o suspeito informou que participou da confusão porque viu seus amigos feridos. Ele disse ainda que discutiu com o músico Fábio Mondego, mas negou que tenha lhe dado um soco.



Universitário negou agressão

Um dos três suspeitos de ter agredido o ator Marcello Novaes e o músico Fábio Mondego prestou novo depoimento na 15ª. DP (Gávea) na segunda-feira (1º.) Embora o estudante universitário Raphael Adnet Freire Guimarães, de 25 anos, tenha negado a agressão, o delegado Valentini disse não ter dúvidas de que foi ele que atingiu o ator com uma cotovelada.



"Ele foi reconhecido pelo ator. As imagens do circuito interno da delegacia mostram ele limpando o cotovelo ao chegar e ele está com o cotovelo todo machucado. Diz que machucou jogando futebol. Ele nega tudo, mas é praticamente certo que ele agrediu o Marcello Novaes", disse o delegado que encaminhou o suspeito para exame de corpo de delito.



Lesão corporal leve

Valentini disse que vai esperar a conclusão do exame de corpo de delito do ator. Segundo ele, por enquanto, o caso está sendo investigado como lesão corporal leve. Mas se ficar provado que o ator ficará impossibilitado de trabalhar por 30 dias, os responsáveis passam a responder por lesão corporal grave, cuja pena vai de 1 a 5 anos de reclusão, segundo informou o delegado.



Segundo a assessoria de Novaes, o ator foi atingido quando chamava Mondego para ir embora. A assessoria disse - reproduzindo a versão de Novaes - que o músico discutia com algumas pessoas quando ele chegou para saber o que acontecia. Ao se aproximar do amigo, Novaes teria sido agredido.



Em decorrência da agressão, o ator teve que fazer uma cirurgia plástica e levou 21 pontos na testa - sendo dez internos e 11 externos.

Grupo de estudantes é suspeito de agredir funcionários de shopping

Funcionário teria repreendido atitude de jovens, que mexiam em plantas.
Segundo polícia, dois funcionários ficaram feridos e foram para o hospital.

Do G1, no Rio

Um grupo de estudantes de uma escola particular da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, foi detido por policiais suspeito de agredir funcionários de um shopping, nesta quarta-feira (3). Segundo a polícia, dois homens ficaram feridos e foram levados para o Hospital Lourenço Jorge, também na Barra da Tijuca.

De acordo com o 31º BPM (Recreio), a confusão teria começado pela manhã, quando alguns jovens estariam mexendo nas plantas do pátio do centro comercial. Após serem repreendidos pelos funcionários, os estudantes teriam voltado para a escola, que fica próxima do centro comercial. No início da tarde, os jovens com mais alguns amigos teriam voltado ao shopping e agredido dois funcionários.

A PM informou que os menores de idade foram encaminhados com seus responsáveis para a 16ª DP (Barra da Tijuca) a fim de prestar mais esclarecimentos sobre o caso.

Coronel afirma que PM não fez disparo em favela onde menino morreu

A criança foi baleada na Baixa do Sapateiro, na Maré.
Protesto de moradores fechou duas vias expressas.

Do G1, no Rio,



O comandante do 22º BPM (Maré), coronel Seixas, afirma que a polícia não fez disparos na manhã desta quinta-feira (4) na Baixa do Sapateiro, no conjunto de Favelas da Maré, no subúrbio do Rio. Um menino morreu baleado no local. Ainda segundo Seixas, a polícia recebeu denúncia de um confronto entre traficantes, mas quando chegou ao local já havia acabado.



No entanto, moradores e parentes da criança denunciam que o disparo teria partido de policiais militares do batalhão..



Mateus Rodrigues Carvalho, que teria 8 anos, morreu ao ser atingido por um tiro na cabeça quando saía de casa para comprar pão.

Moradores protestam fechando vias expressas



Foto: Reprodução/TV Globo Moradores atearam fogo em carro durante protesto na Linha Amarela (Foto: Reprodução/TV Globo) A Coordenadoria de Vias Especiais (CVE) informou que os acesso da Linha Vermelha para a Linha Amarela foram reabertos às 12h40. Eles ficaram interditados por causa de um protesto de moradores do Conjunto de Favelas da Maré, no subúrbio do Rio, nesta quinta (4), no sentido Centro. No sentido Baixada Fluminense, já havia sido liberado mais cedo.



O protesto começou na Linha Vermelha, na altura da Maré. A CVE interditou a pista no sentido Centro por cerca de 10 minutos, por medidas de segurança. A polícia controlou a situação no local, e os manifestantes seguiram para a Linha Amarela onde atearam fogo em um carro. Segundo a assessoria da Lamsa, concessionária que administra a Linha Amarela, a pista ficou fechada no sentido Barra da Tijuca, das 11h35 às 12h13. O veículo foi levado para o acostamento empurrado por um blindado da polícia e a pista foi liberada. Ainda segundo a Lamsa, o trânsito, que ficou lento, já foi normalizado no local.

Novo modelo de policiamento promete acabar com tráfico nas favelas do Rio

 

Projeto prevê ocupação policial, operações planejadas e ações sociais.
Novo sistema começou no Morro Dona, em Botafogo, na Zona Sul.

A Secretaria estadual de Segurança aposta em um novo modelo de policiamento para acabar com o tráfico de drogas nas favelas do Rio de Janeiro. O projeto começou no Morro Dona Marta, em Botafogo, na Zona Sul da cidade. Primeiro as comunidades são ocupadas por tempo indeterminado, e pode haver ações policiais planejadas. Depois, quando a favela estiver livre do tráfico de drogas, o governo entra com ações sociais.

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A ocupação do Morro Dona Marta é feita por 50 policiais militares. A base funciona em um prédio dentro da comunidade, construído para ser uma creche, que nunca funcionou por causa da violência. Segundo a polícia, desde o início da operação, não houve registro de furtos e roubos.

Sem venda de drogas, diz Beltrame

O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, afirma que não há mais venda de drogas no Morro Dona Marta. Segundo ele, os traficantes foram expulsos e estão escondidos em outras favelas do Rio.

 

“Os policiais são novos, que estão sendo treinados. Eu espero que até o dia 15 de dezembro a gente entregue o policiamento na comunidade e q a partir daí a comunidade terá o policiamento permanentemente”, disse Beltrame.
O governo do estado informou que já existem projetos de construção e recuperação de casas e de uma nova creche e que outras intervenções serão feitas, dependendo da necessidade da população do Morro Dona Marta.

Policiais já ocupam a Cidade de Deus

Desde 11 de novembro, policiais militares de seis batalhões estão ocupando a Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Nos primeiros dias houve confrontos. Escolas e postos de saúde não funcionaram. Segundo a polícia, a ação não tem prazo para terminar.
A movimentação da polícia, que usa carros blindados e viaturas, parece não ter alterado a rotina dos moradores. Enquanto crianças seguiam para a escola e moradores para o trabalho, os policiais realizavam mais uma operação na manhã desta quarta-feira (3). Durante a ação, além de motos em situação irregular, foram apreendidos um fuzil, drogas e munição. Não houve confrontos.
Beltrame afirmou, ainda, que outras comunidades deverão receber o policiamento comunitário como o do Morro Dona Marta. No entanto, ele não adiantou os nomes, por questões de segurança. O secretário confirmou que a Polícia Militar vai abrir quatro mil vagas para soldados. Ainda não há data para o concurso público.

 

Niterói ganha cabines blindadas

 

 

A Secretaria estadual de Segurança inaugurou, nesta quarta-feira (3), três cabines blindadas da Polícia Militar em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O reforço do policiamento estava previsto desde outubro, quando houve uma série de assaltos na cidade. As novas cabines têm ar-condicionado e banheiro, além de equipamentos de rádio e telefone.
Moradores reclamam de roubos de carros e a pedestres. A Secretaria de Segurança confirmou que esses crimes aumentaram no primeiro semestre em comparação com o mesmo período de 2007. As cabines ficam na Praça Araribóia, na Alameda São Boaventura e no Trevo de Piratininga.

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