sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Manifestantes fazem movimento em Magé contra e a favor da prefeita

Rio - Manifestantes a favor e contra a prefeita de Magé, Núbia Cozzolino, pararam o Centro de Magé nesta sexta-feira. Centenas de pessoas contrárias à candidatura de Núbia à reeleição começaram uma passeata esta manhã. Usando narizes de palhaço e com cartazes de protesto, elas caminham pelas ruas do Centro.

Logo atrás, veio a própria Núbia Cozzolino, em cima de um carro de som, com cerca de 500 manifestantes gritando palavras de ordem a favor da prefeita. Os partidários de Núbia carregavam um caixão com o nome de Narriman Zito, adversária de Núbia e também candidata a prefeita. No meio das duas manifestações, policiais do 34º BPM (Magé) fizeram um cordão de isolamento para evitar confrontos entre os dois grupos.

Produtos piratas são vendidos nas calçadas da Tijuca na frente de PM

O RJTV insiste em um assunto que causa prejuízo a toda a sociedade. Nossos repórteres acompanharam mais uma operação contra a pirataria, dessa vez na Tijuca, na Zona Norte do Rio.

Os agentes da Delegacia de Combate à Pirataria apreenderam 1,3 mil CDs e DVDs, roupas e relógios. A operação foi na noite de quinta-feira. Na quarta-feira, uma equipe de reportagem do RJTV já havia filmado a ação dos camelôs com uma câmera escondida. O comércio ilegal ocupava as ruas General Roca e Conde de Bonfim, na região mais movimentada do bairro. Nas calçadas, quase não havia espaço para os pedestres. “Dois DVDs é R$ 10, Tem show, filme e desenho”, oferecia um vendedor ambulante. É um comércio ousado. O freguês podia testar o material. Também eram oferecidos relógios, óculos e roupas. Tudo falsificado. Um policial militar circulava entre as barracas sem tomar qualquer atitude. Na semana passada, também com uma microcâmera, o RJTV mostrou o comércio de produtos piratas na Rua Uruguaiana, no Centro do Rio. E flagrou policiais militares que receberam DVDs dos camelôs. Os policiais estão presos administrativamente até que as investigações sejam concluídas. Na operação da Tijuca, 11 vendedores ambulantes foram detidos. Todos foram liberados depois de prestar depoimento e vão responder em liberdade pelos crimes de violação à Lei de Marcas e ao direito autoral. As penas variam de um mês a quatro anos de prisão. A polícia quer, agora, identificar os fornecedores dos produtos. “O nosso objetivo é sempre identificar o proprietário da mercadoria e o fabricante, o fornecedor do produto pirata. Por isso, vai ser instaurado inquérito para saber de onde vem a mercadoria comercializada na Tijuca”, afirmou a delegada Valéria de Aragão. A Polícia Militar informou que iria investigar o caso depois que as imagens fossem exibidas no RJTV. A Guarda Municipal diz que faz repressão ao trabalho de camelôs não autorizados.

TRE-RJ nega alteração do nome de Rosinha Garotinho na urna

Ela disse que produziu material de campanha com nome Rosinha 15.Para TRE, não há confusão no uso de Rosinha ou Rosinha Garotinho.

Da Agência Estado

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio negou pedido da ex-governadora do Rio Rosinha Garotinho para retirar o nome do marido, o também peemedebista e ex-governador Anthony Garotinho, do registro de sua candidatura à prefeitura de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense.
Ela ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A própria Rosinha havia pedido ao TRE para alterar o nome por ela apresentado na ocasião do registro de sua candidatura.
A alegação para retirar o "Garotinho" do nome que aparecerá na urna eletrônica foi baseada em resolução do TSE que autoriza um candidato a indicar "o nome pelo qual é mais conhecido".

Ela argumentou que o objetivo era "evitar possível confusão", porque havia sido produzido material de campanha com o nome Rosinha 15, e na urna apareceria o nome Rosinha Garotinho. O requerimento de alteração do nome foi feito em 28 de agosto, último dia estabelecido pelo TSE para verificação de fotos e dados que constarão na urna eletrônica.
De acordo com o TRE, o pedido de registro da candidatura (com o nome Rosinha Garotinho) foi protocolado em 5 de julho, data anterior ao início da propaganda eleitoral. "Conclui-se, então, que a requerente deveria observar o nome apresentado e não alterar a propaganda, já que esta tem início em data posterior ao pedido de registro".

Ao indeferir o pedido, o TRE considerou que não foi verificado prejuízo para a candidata nem confusão para o eleitor. "Cabe realçar que não há no município de Campos outro concorrente a eleição majoritária com o nome Rosinha ou Rosinha Garotinho, isto sem falar que o nome vem acompanhado da respectiva fotografia na urna."

Apreensão de maconha no Jacarezinho chega a 2 ton, diz delegado

Grande quantidade de cocaína também foi apreendida. Objetivo era prender suposto seqüestrador de vietnamita e chineses.

Do G1, no Rio

O delegado Allan Turnowski, responsável pelo Departamento de Polícia Especializada, informou que chega a 2 toneladas a quantidade de maconha apreendida durante uma
operação na Favela do Jacarezinho, no subúrbio do Rio, nesta sexta-feira (5).

A polícia apreendeu também uma grande quantidade de cocaína, ainda não pesada. Duas pessoas foram presas durante a ação desta sexta, mas o delegado não descarta que haja mais um preso pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD). A ação também contou com a participação de agentes da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Visite o site do RJTV

Segundo a polícia, a ação tinha como objetivo encontrar suspeitos de seqüestrar um funcionário da embaixada do Vietnã e três chineses na Estrada das Paineiras no mês passado.

A operação contou com cerca de 150 policiais. Houve troca de tiros na região logo no início da ação, mas não há informações sobre feridos.

Também nesta manhã, agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) fizeram uma operação para prender supostos milicianos que seriam comandados pelo deputado estadual Jorge Babu. O parlamentar nega as acusações.

Deputado Jorge Babu tem envolvimento com milícias, diz Beltrame

Dos seis presos na operação desta sexta-feira (5), quatro eram PMs. Cadastros de moradores com foto e título de eleitor foram apreendidos.

Carolina Lauriano Especial para o G1, no Rio

O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (5) sobre a operação contra a mílicia no Rio, que o deputado estadual Jorge Babu ( suspenso temporariamente do PT) está envolvido com a milícia.
"Existe um envolvimento do Jorge Babu sim", disse o Beltrame, em entrevista realizada nesta tarde.
A corregedora corregedora da Polícia Civil, Ivanete Fernanda de Araújo, foi veemente ao afirmar o envolvimento de Babu:
“Ele divide a gerência da administração da quadrilha de milicianos com um oficial da Polícia Militar, isso é o que as investigações indicam”.
Ela também disse que, nas investigações, há fortes indícios de que o deputado obrigaria as pessoas a trocarem o foro eleitoral para que pudessem votar nele. Mas, não foi expedido nenhum mandado na residência do deputado porque ele tem foro privilegiado. No final do mês passado, o MP denunciou o deputado por formação de quadrilha armada e extorsão.

Procurado pelo G1, Jorge Babu informou, por meio de sua assessoria de imprensa nesta sexta-feira (5), que nega todas as acusações. A assessoria disse ainda que o parlamentar entregou nesta semana à CPI das Mílícias da Assembléia Legislativa do Rio, e também ao diretório regional do PT, um documento que autoriza a quebra de sigilo bancário e telefônico dele.

Seis presos, sendo quatro PMs
Dos dez mandados de prisão que estavam previstos na operação contra milicianos realizada na manhã desta sexta-feira, pela Polícia Militar e pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco), seis foram cumpridos. Desses detidos, quatro eram PMs: um soldado, dois cabos e um tenente-coronel que, de acordo com os investigadores, já estava afastado da corporação.

Dos quatro mandados que não foram cumpridos, um é de um fuzileiro naval, que precisa se apresentar à corregedoria em no máximo dez dias, senão responderá por deserção.
De acordo com o delegado titular da Draco, Cláudio Ferraz, a ação desta sexta-feira foi realizada em comunidades das zonas Norte e Oeste além do Centro do Rio.

Pagamento de taxa
Também estavam previstos 20 mandados de busca e apreensão e, segundo a corregedora, todos foram cumpridos. Entre o material apreendido, estavam fichas de cadastro de moradores da Favela da Foice, na Zona Oeste, que incluíam nomes, fotos e o título eleitoral.
A corregedora afirmou que os milicianos exigiam aos habitantes da comunidade o pagamento de uma taxa para eles terem direito, por exemplo, à segurança, gás e TV a cabo ilegal - chamado de 'gatonet'. Ela contou ainda que até mesmo posses de terreno eram negociadas pela quadrilha.
"Os moradores não podiam receber nem correspondências ou remédios, se não estivessem com as taxas em dia. Além disso, muitos eram obrigados a fornecer autorização para que propagandas eleitorais fossem fixadas em suas residências", disse Beltrame.
No local, também foi apreendido material de campanha do candidato a vereador Elton Babu, do PT, irmão do deputado Jorge Babu. Segundo os investigadores, Elton teria o apoio de milicianos. “Preliminarmente pode se dizer que ele cometeu crime eleitoral”, afirmou o secretário. Mas, segundo a corregedora, o candidato não aparece nas investigações da polícia: “A partir de agora, temos que esperar Ministério Público se pronunciar”, disse Ivanete.
De acordo com Beltrame, todo o material relacionado a questões eleitorais será encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

As operações vão continuar
Segundo Beltrame, o combate ao crime organizado foi estabelecido como prioridade tanto pela secretaria quanto pela polícia. “As operações não vão parar. Podemos dizer que a principal milícia do estado está desarticulada com esse trabalho”, afirmou o secretário. De acordo com o delegado titular da Draco, interceptações telefônicas foram feitas durante as investigações e foram obtidas conversas com referência à execução de determinadas pessoas, além de citações sobre a participação do deputado Jorge Babu em homicídios cometidos pelos milicianos. Ferraz informou que em 2007 foram expulsos 210 policias militares e, até agosto de 2008, 151 PMs foram demitidos. Ele também revelou o balanço desde 2002: foram expulsos da corporação 1.081 PMs.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Ministro da Defesa diz que tropas atuarão no Rio em até 7 dias

Jobim afirmou que serão usados, em média, entre 450 e 900 homens.

Forças Armadas vão assegurar regularidade das eleições cariocas.

Jeferson Ribeiro Do G1, em Brasília

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, se reuniu nesta quinta-feira (4) com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, para definir o contingente de militares que atuará no Rio de Janeiro para garantir a normalidade do processo eleitoral.

Segundo Jobim, em até sete dias os homens estarão atuando nas 17 localidades apontadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) como problemáticas para a segurança dos eleitores e dos candidatos. “Em até sete dias nós estaremos trabalhando lá”, disse Jobim.

Jobim disse ainda que o modelo adotado pelas forças armadas será o de mobilidade das tropas. Os soldados não ficarão permanentemente nas comunidades. O TRE é que definirá quais as prioridades de deslocamento das tropas militares e fará inclusive um calendário de ocupação em parceria com o Comando Militar do Leste.

“Se nós precisássemos ter uma presença constante nas 17 localidades e eventualmente outras nós teríamos que ter cerca de 30 mil homens, o que é inviável. Aí eles compreenderam prontamente que a melhor proposta é a da mobilidade e de deslocamento das tropas. Se o sistema será esse teremos uma força diária, média, de 450 a 900 homens dia. Fora a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Polícia Federal”, disse o ministro.

Esse contingente pode estar concentrado em apenas uma comunidade ou pode até mesmo se dividir em mais áreas de risco ao eleitor. “Como a regra é da mobilidade e não da presença permanente, podemos ou não estar presentes, o tribunal [TRE] é que vai definir onde as forças estarão e daí se define quantos homens e por quanto tempo se ficará na comunidade”, explicou o ministro.

Regra de engajamento

Jobim disse ainda que até amanhã o TSE definirá também qual a “regra de engajamento” dos soldados envolvidos na operação. Em linguagem militar, segundo ele, essas regras definem o que o militar pode ou não pode fazer durante a ação.

“O TSE deve definir até amanhã provavelmente sobre as regras de engajamento que em linguagem militar significa dizer o que o soldado da operação pode fazer diante de determinadas circunstâncias. Pode dar tiro, pode prender, isso tem que ser definido pelo Tribunal Superior Eleitoral, porque é dele o pedido e objetivo”, salientou.

O presidente do TSE disse ao sair que “é possível” que ele defina até sexta-feira (5) sobre essa regra.

Moradores em protesto incendeiam ônibus na Zona Oeste

Eles reclamavam da demora na remoção do corpo de um jovem morto.

Rapaz foi assassinado a tiros por dois homens às 10h desta quinta-feira.

Do G1, com informações da TV Globo

Um ônibus foi incendiado na tarde desta quinta-feira (4) por moradores da localidade conhecida como Urucânia, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

Segundo a polícia, eles teriam ateado fogo em protesto pela demora da remoção do corpo de um jovem de 20 anos, morto a tiros por volta das 10h. O rapaz foi assassinado por dois homens que estavam em uma motocicleta.

Revoltados, cerca de quatro homens pararam um ônibus da viação Pegasus, ordenaram que o motorista, cobrador e passageiros saíssem do veículo e depois o incendiaram.

Ninguém ficou ferido. O corpo do jovem foi removido por volta das 17h. O registro foi feito na 36ªDP (Santa Cruz).