quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Pessoas com menos de 20 dentes podem ser guardas municipais


Justiça do Trabalho determinou a inclusão destes candidatos em concurso.
Inscrições foram prorrogadas por mais 20 dias.

Do G1, no Rio

As pessoas que possuem menos de 20 dentes, cicatriz, estatura limitada, deficiência física ou que são magras e obesas poderão se inscrever no concurso da Guarda Municipal do Rio. Uma decisão da Justiça do Trabalho do Rio permite que os candidatos que possuam alguma destas características se inscrevam no processo seletivo

O edital do concurso proibia a inscrição desses pretendentes. As inscrições, que terminariam no próximo dia 7, foram prorrogadas por mais 20 dias.

A decisão, da juíza Leydir Kling Lago Alves da Cruz, da 51ª Vara do Trabalho, atende a uma solicitação do procurador do Trabalho, Wilson Prudente, que entrou com uma ação no dia 25 do mês passado pedindo que algumas cláusulas do concurso da Guarda Municipal fossem anuladas.

De acordo com a magistrada, os candidatos portadores de deficiência não poderão ser submetidos às provas físicas previstas no edital, que possam implicar na eliminação do concurso.

“O fato é que um edital que discrimina os cidadãos portadores de qualquer deficiência física, ou que não tenham pelo menos 20 dentes na boca, ou determinada compleição física ou estatura, bem como o estabelecimento de limitação do meio de inscrição no concurso ao procedimento eletrônico, desestimula a inscrição dos cidadãos discriminados, o que ofende, sem dúvida, os direitos difusos constitucionalmente garantidos”, disse.

O G1 não conseguiu entrar em contato com o prefeito César Maia nesta quinta-feira para saber a posição da Prefeitura do Rio quanto à decisão da Justiça.

Mãe do Gabriela Sou da Paz tem morte cerebral atestada por médicos

Cleyde, de 51 anos, teve um derrame, na manhã desta quinta (3), em casa.

Ex-marido contou que ela sofria de hipertensão.

Alba Valéria Mendonça Do G1, no Rio

Criadora do movimento Gabriela Sou da Paz, Cleyde Prado Maia, de 51 anos, teve morte cerebral atestada no início da tarde desta quinta-feira (4), na Clínica Ênio Serra, em Laranjeiras, na Zona Sul da cidade. Cleyde era mãe da jovem Gabriela Prado, de 14 anos, que morreu em 2003 durante um assalto numa estação do metrô.

Cleyde tem morte cerebral atestada pelos médicos de uma clínica de Laranjeiras. (Foto: Reprodução/TV Globo)

O pai de Gabriela, Carlos Santiago, contou que Cleyde começou a passar mal pela manhã, em casa, na Tijuca, na Zona Norte. Ela foi levada para o Hospital São Vítor e, devido à gravidade de seu estado, transferida para a clínica em Laranjeiras.

Santiago contou que desde a adolescência Cleyde sofria de hipertensão, proveniente de problemas emocionais. Na última sexta-feira (29), ela teria ficado muito emocionada ao ser homenageada pelo trabalho do movimento.

Cleyde e Santiago estavam organizando a terceira motociata “Diga não à impunidade”, marcada para o próximo dia 21, partindo do Posto Seis, em Copacabana, na Zona Sul. Segundo Santiago, ela estava muito envolvida com este trabalho.

A família está preocupada em como dar a notícia para a mãe de Cleyde, que sofre com as seqüelas de um acidente vascular cerebral (AVC).

Velório de Waldick Soriano reúne fãs, amigos e familiares no Rio

Cerca de cem pessoas fizeram fila para dar último adeus ao cantor.
Corpo de Waldick será enterrado na sexta-feira, no Caju.

Rodrigo Vianna Do G1, no RIo

Com 20 minutos de atraso, o corpo do cantor Waldick Soriano chegou às 18h20 desta quinta-feira (4) à Câmara Municipal dos Vereadores do Rio de Janeiro, na Cinelândia, no Centro da cidade. O músico, morreu aos 75 anos de câncer, por volta das 5h30 desta quinta no Instituto Nacional do Câncer (Inca), onde estava internado desde o fim de semana.

Os fãs poderão prestar uma última homenagem ao cantor na sexta-feira (5), a partir das 7h. O enterro, segundo a filha dele, Walquíria, deverá ser realizado na sexta-feira (5), às 14h, no Cemitério do Caju, na Zona Portuária.

Cerca de cem pessoas, entre fãs, amigos e familiares se despediram do músico, conhecido por suas canções românticas. Mas o legado de Waldick Soriano não fica só na cultura. É o que garante Oneida Di Loretto, de 54 anos, filha adotiva do músico, que diz ter aprendido muito com o pai e que sua vida profissional é dedicada a ele.

“Meu pai foi um grande homem, muito mais do que aparentava ser diante das câmeras. Foi graças a ele que eu construí a minha vida e que consegui traçar o meu futuro. Se não fosse por ele, eu poderia estar nas ruas, embaixo de marquises. Com ele aprendi a trabalhar, a respeitar e, principalmente, a valorizar a vida”, disse a filha.

Desde cedo, muitos fãs já faziam fila do lado de fora da Câmara para darem o último adeus ao artista. Um deles era o aposentado Maury Alves Barrios, de 70 anos. Segundo ele, a admiração por Waldick Soriano começou ainda na juventude.


“As músicas do Waldick foram a trilha sonora da minha vida. O seu romantismo e sua humildade sempre foram os pontos fortes de seu trabalho. O Brasil perde hoje um grande nome da Música Popular Brasileira. Tenho certeza que, de onde ele está, vai estar nos brindando com suas canções todos os dias”, declarou o fã.

Fãs cantam música do ídolo

Bastante emocionada, a dona-de-casa Maria Luiza Souza da Silva, de 72 anos, disse ainda não acreditar na perda. Ela, que foi uma das primeiras a chegar à Câmara Municipal, não cansava de cantar as músicas de seu ídolo e puxava coro com outros fãs que também estavam na fila. Alguns arriscaram o refrão de “Eu não sou cachorro não”, quando estavam diante do caixão.

Visivelmente abalado com a morte do pai, Walmick Soriano, filho do cantor, precisou ser medicado antes do início do velório. Ele foi atendido por funcionários da Câmara Municipal dos Vereadores. Já recomposto, Walmick pôde receber os abraços dos amigos.

Um dos momentos mais emocionantes foi a chegada da viúva do cantor, Walda, que ficou cerca de 20 minutos em frente ao caixão e colocou o chapéu e os óculos escuros, característicos do músico, sobre o corpo. Muito abalada, ela recebeu o abraço da atriz e amiga Beth Mendes.

Último desejo

Walda lamentou não ter conseguido satisfazer o último desejo de Waldick, que era oficializar a união de 38 anos. Ela contou que eles chegaram a comprar alianças e chamar um padre para benzê-las, mas o cantor ficou doente antes que a cerimônia pudesse ser realizada.

"Ele era um homem que não se deixava abater. Mesmo estando há quatro meses de cama, estava sempre brincando, contando piadas e tentando levantar o astral da gente", disse Walda, lembrando que os primeiros sinais do câncer de próstata apareceram em 2000. Mas piorou muito há dois anos.

Segundo Walda, Waldick era rebelde e se recusava a seguir o tratamento. Ele dizia que não ia morrer de câncer e que ele tinha reumatismo. Dizia que ia morrer de problemas do coração como seu pai.

Falcão: 'desde adolescente queria gravar Waldick em inglês'

Saúde fez cantor se mudar para o Rio

A família conta ainda que por causa do seu estado de saúde, o cantor, que vivia em Fortaleza, veio para o Rio em abril.


Nascido em Caetité, no sertão da Bahia, Waldick tem mais de 40 anos de carreira e entre os seus sucessos estão "Eu não sou cachorro, não" e "Tortura de amor". Antes de se tornar cantor, ele chegou a ser peão, motorista de caminhão e garimpeiro.

No ano passado, o cantor voltou aos holofotes e lançou CD e DVD embalado no documentário dirigido pela atriz Patrícia Pillar, “Waldick, Sempre no Meu Coração”, sobre sua vida.

Ao G1, a atriz falou sobre a perda do cantor e amigo: "Me aproximei do Waldick como fã e hoje me sinto parte da família. Ele era um homem amoroso e sempre tinha um olhar inteligente sobre as coisas".

Em 2007, o G1 fez uma entrevista com Waldick, no apartamento dele em Fortaleza, onde o cantor falou sobre ainfância, seus grandes sucessos e sobre as mulheres.

Morre no Rio o ator Fernando Torres

Torres morreu de enfisema pulmonar, segundo sua empresária.

Ele era casado com Fernanda Montenegro e pai de Fernanda Torres.

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo

O ator, locutor, produtor e diretor Fernando Torres morreu em casa nesta quinta-feira (4), em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Torres morreu de enfisema pulmonar, segundo informação de sua empresária. De acordo com sua empresária, ele será cremado na sexta-feira (5).


De uma família de artistas, ele era casado com Fernanda Montenegro e pai de Fernanda Torres e do cineasta Cláudio Torres. Torres deixa também três netos.

Fernando estreou no teatro em 1949, atuando em "A Dama da Madrugada", de Alejandro Casona.

Em 1952, se casou com a também atriz Fernanda Montenegro, a quem tinha conhecido na época em que foi locutor.

Nos anos de 1956 a 1958, trabalhou no Teatro Brasileiro de Comédia, TBC, como ator e como assistente de direção, e assina pela primeira vez a direção de um espetáculo em "Quartos Separados", 1958.

Em 1959, fundou com Fernanda Montenegro, Sérgio Britto e Gianni Ratto, o Teatro dos Sete, onde atuou principalmente como produtor. Dirige, ainda na companhia, em “O Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, 1961, sendo premiado como diretor revelação.

Seu último trabalho no cinema foi sob a direção do filho Cláudio em "Redentor", de 2004, quando atuou ao lado da esposa, Fernanda Montenegro - veja a entrevista de Fernanda Montenegro para o RJ TV sobre o filme. Em "2000", ele fez uma participação especial na novela "Laços de Família".

Trabalhos na TV e cinema

Além de "Laços...", Fernando trabalhou em mais sete novelas na TV Globo: Em 1971, fez “Minha Doce Namorada”; em 1981, “Baila Comigo”; No mesmo ano, “Terras do Sem Fim” ; no ano seguinte, atuou em “Sétimo Sentido”; em 1983, “Louco Amor”; 1984 foi a vez de “Amor com Amor se Paga”; E em1997, contracenou com a mulher em “Zazá”.

Na antiga TV Rio, fez as seguintes novelas: 1963- “Pouco Amor Não é Amor”; 1963- “A Morta Sem Espelho”; 1964- “Vitória”; 1965- “Paixão de Outono” (foi o diretor).

Já na extinta TV Excelsior, fez em 1969, “Dez Vidas”. Na também extinta TV Tupi, trabalhou em 1970- “A Gordinha”- e, no mesmo ano, “Simplesmente Maria”. Dirigiu para a TV Record, em 1968, “Ana”. Fez outros trabalhos em TV: 1982- Caso Verdade:"A volta por cima" 1983- Quarta Nobre: “A Dama das Camélias”

Além do filme do filho, Fernando Torres atuou em, pelo menos, 18 outros filmes, entre eles: “Engraçadinha Depois dos Trinta”, “A Penúltima Donzela”, “Golias Contra o Homem das Bolinhas”, “Os inconfidentes”, “O Beijo da Mulher Aranha”, “A Ostra e o Vento”.

Novo caveirão da PM tem câmeras e blindagem reforçada

Blindado foi apresentado na manhã desta quinta-feira (4).

Guarnição de 20 policiais terá um conforto: o ar-condicionado.

Dório Victor Do G1, no Rio

À prova de fuzis antiaéreos (calibre ponto trinta) e com capacidade de levar 20 homens (oito a mais que o atual blindado), o novo caveirão da Polícia Militar foi apresentado na manhã desta quinta-feira (4) no Batalhão de Choque da PM, no Estácio, Zona Norte do Rio.

Veja ao lado o vídeo do novo blindado

As diferenças com atual caveirão são muitas. O novo veículo possui ar-condicionado de 80 mil BTUs (Unidade Térmica Britânica), isolamento térmico em poliuretano, maca para resgate de feridos, quatro extintores de incêndio e sirene com megafone. Os pára-choques dianteiro e traseiro são reforçados, próprio para derrubar barricadas.

A blindagem do novo caveirão também conta com vidros de 56 milímetros de espessura. O motor é de seis cilindros e com 180 cavalos. O câmbio é manual de seis marchas e ré. Em situações extremas o novo caveirão pode levar até 22 policiais.

Outros detalhes foram omitidos pela PM por questões estratégicas, como explicou o tenente-coronel Frederico Caldas, Relações Públicas da PM em exercício.

“O principal objetivo do blindado é proteger os policiais. Por isso, o reforço na blindagem nos novos blindados. Foi um ano de estudos para decidirmos como seria o novo veículo. Os comandantes dos batalhões nos passaram as dificuldades encontradas nos antigos veículos, e procuramos atender todas as solicitações. Podemos dizer que foi feito sob medida para o Rio”, disse.

De acordo com Caldas, as câmeras instaladas no novo caveirão poderão registrar imagens das operações. "Dessa forma, também poderemos mapear áreas de difícil acesso, principalmente dentro das favelas. Também poderemos analisar o modo como foi conduzida uma operação", informou.

Caveirões entram em ação em outubro

Ao todo, a PM vai receber sete novos blindados, que foram comprados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Seseg). A secretaria comprou outros dois para a Polícia Civil. No total, foram gastos R$ 3.627.990 na compra dos nove veículos. A expectativa é de que cheguem dois blindados a cada 15 dias, segundo informações da assessoria da Seseg.

Com os 12 já existentes, a PM contará agora com 19 blindados para atuar em operações realizadas nas favelas do Rio. Os três primeiros serão destinados aos batalhões da Maré (22º BPM), Olaria (16º BPM) e de Operações Policiais Especiais (Bope). A expectativa é de que os novos blindados entrem em ação a partir de Outubro.


Novo caveirão não tem caveira

O blindado apresentado nesta manhã não tinha a imagem do caveirão. No entanto, segundo Caldas, o símbolo não foi censurado.

“Cada batalhão que receber o blindado poderá personalizar o veículo com os símbolos da sua corporação. Não censuramos a caveira. Ficará a critério dos batalhões escolher como vão simbolizar as suas caracterizações”, disse.


O tenente-coronel ressaltou que a PM ministrará cursos aos policiais para que eles saibam utilizar todas as novidades do novo veículo.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Cargueiro se solta após maré subir

Informação é da empresa responsável pela carga e descarga do navio. Não há risco de acidente ambiental nem de afundamento, diz Companhia.

Do G1, no Rio

O navio que encalhou por volta das 9h desta terça-feira (2) na Baía de Guanabara, perto da Praça Mauá, Zona Portuária, se soltou por volta das 14h30, horário em que a maré já estava subindo.

A informação é da Multirio, empresa que pertence ao grupo Multiterminais, e que opera a carga e descarga da embarcação.

Segundo o chefe de operações da Multirio, Renê Azevedo, não há risco de acidente ambiental nem de o navio afundar. A previsão é que a maré chegue a sua altura máxima às 15h58. A empresa informou ainda que o navio foi fabricado na Libéria e pertence à empresa Suíça MSC.

Não se sabe por que navio saiu do canal de navegação
Procurada pelo G1, a praticagem do Rio não soube informar por que o prático, profissional responsável por determinar que rotas o navio deve seguir, se desviou do canal de navegação. Segundo a praticagem, somente ele, que está no navio, vai poder dar essa informação.

De acordo com Companhia Docas, responsável pela administração do porto do Rio, por não ter acessado o canal de navegação, como normalmente é feito por embarcações desse porte, o navio acabou preso num banco de areia.

Ainda segundo a assessoria da Docas, o casco do navio cargueiro é compatível com a profundidade do canal de navegação, e não haveria problema se ele seguisse a rota habitual.

O navio, que transporta contêineres, está parado em frente aos armazéns 1 e 2 na Praça Mauá.

Desde cedo, rebocadores ajudam no trabalho de resgate.
Uma lancha da Capitania dos Portos acompanha o trabalho das equipes de perto.

Segundo a assessoria da Capitania, foi instaurado inquérito administrativo para apurar as causas e circunstâncias do acidente. A previsão é que ele seja concluído em 90 dias.

Em entrevista à Globonews, o comandante Lima Filho, da Capitania dos Portos, explicou que a embarcação está à margem esquerda do canal. Por questão de segurança, a Capitania pediu que a área seja toda cercada com barreiras de contenção.

O comandante disse ainda que o navio encalhado impede que outras embarcações entrem no porto, mas que esse número é reduzido e não causa grande impacto.

Cargueiro encalhado não usou canal de navegação, diz Docas

Segundo Companhia, navio saiu da rota e encalhou num banco de areia.Embarcação está carregada de contêineres.

Cláudia Loureiro Do G1, no Rio

Cargueiro encalhou perto da Praça Mauá (Foto: Reprodução / TV Globo)
A Companhia Docas, responsável pela administração do porto do Rio, informou que o cargueiro encalhado na Baía de Guanabara, perto da Praça Mauá, Zona Portuária, não acessou o canal de navegação, como normalmente é feito por embarcações desse porte, e por isso ficou preso num banco de areia.

Ainda segundo a assessoria da Docas, o casco do navio cargueiro é compatível com a profundidade do canal de navegação, e não haveria problema se ele seguisse a rota habitual.


O navio, que transporta contêineres, está parado em frente aos armazéns 1 e 2 na Praça Mauá.

Cinco rebocadores tentam retirar a embarcação do local.

Uma lancha da Capitania dos Portos acompanha o trabalho das equipes de perto.